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El Niño deve encurtar o inverno e forçar varejo a liquidar estoques mais cedo
Fenômeno climático trará dias menos gelados em 2026, reduzindo a procura por roupas pesadas; outono pode ser mais frio que a estação seguinte
06/05/2026 17h49
Por: Redação
Foto: REUTERS/Pilar Olivares

O varejo de moda no Brasil enfrenta um novo desafio em 2026 que vai além da inflação e do endividamento das famílias: o fenômeno El Niño. De acordo com meteorologistas e consultorias de negócios, o aquecimento das águas do Pacífico deve ganhar força a partir do meio do ano, com probabilidades superiores a 80% no segundo semestre. Na prática, isso significa que o inverno será substancialmente mais curto e menos intenso do que o observado no ano passado, quando o La Niña prolongou as baixas temperaturas até dezembro.

A ausência de períodos prolongados de frio altera diretamente o comportamento do consumidor. Sem a necessidade de usar agasalhos pesados por vários dias seguidos, a tendência de renovação do guarda-roupa cai drasticamente, com as pessoas optando por reaproveitar peças antigas. Como a indústria planeja suas coleções com um ano de antecedência, os estoques de inverno já estão nos centros de distribuição, o que coloca os lojistas em uma corrida contra o tempo para evitar que os produtos fiquem "encalhados" nas prateleiras.


Estratégias e Mudança de Foco

Para proteger o caixa, as empresas estão redesenhando suas estratégias comerciais com base no monitoramento climático de curto prazo:

Especialistas alertam que o monitoramento do clima deixou de ser apenas uma curiosidade para se tornar uma ferramenta vital de gestão financeira. O lojista que souber identificar a última onda de frio para alinhar seu marketing terá uma vantagem competitiva enorme sobre quem ignorar os efeitos do El Niño.

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