A educação municipal de São Leopoldo caminha para um dia de escolas fechadas na próxima semana. Em assembleia geral realizada na noite de segunda-feira, 4 de maio, os professores da rede pública decidiram, por ampla maioria, realizar uma paralisação de 24 horas no dia 13 de maio. A decisão é uma resposta direta à rejeição da proposta apresentada pela prefeitura, que previa um reajuste salarial parcelado de 3,77%, sem aumentos no programa de alimentação ou solução para o plano de saúde da categoria.
O Sindicato dos Professores Municipais Leopoldenses (Ceprol) reivindica um reajuste de 10% em parcela única na data-base, além da aplicação do mesmo índice no programa de alimentação e a garantia de um plano de saúde com contrapartida financeira do governo municipal. Antes da assembleia, cerca de 100 educadores realizaram uma vigília em frente ao centro administrativo, sinalizando o descontentamento com as rodadas de negociação que, segundo o sindicato, não apresentaram avanços reais nas últimas semanas.
Além da interrupção das aulas na próxima quarta-feira, o cronograma de protestos inclui outras ações estratégicas:
Tribuna Popular: No dia 12 de maio, véspera da paralisação, representantes da categoria devem ocupar a tribuna da Câmara de Vereadores para expor as demandas à comunidade e aos parlamentares.
Campanha de Valorização: O sindicato lançará uma campanha pública em defesa da valorização docente e contra o teto de gastos municipal.
Recuperação de Aulas: Conforme o histórico da Secretaria de Educação, os dias letivos perdidos em paralisações deverão ser recuperados pelas instituições de ensino, cujas famílias serão notificadas individualmente sobre os cronogramas de reposição.
Enquanto o governo municipal alega limitações fiscais para justificar o parcelamento do reajuste, o Ceprol sustenta que a dívida do município está abaixo dos limites legais, permitindo uma margem maior para o investimento na folha de pagamento.