A conectividade no Brasil atingiu um marco histórico neste início de maio de 2026. Segundo o levantamento mais recente da Anatel, a fibra óptica agora está presente em 80,2% das conexões de banda larga fixa no país. O crescimento, impulsionado principalmente por operadoras regionais, representa um salto significativo em relação aos 77,8% registrados no ano passado. Em contrapartida, tecnologias mais antigas, como os cabos metálicos e o rádio, seguem em declínio acelerado.
No ranking das operadoras, a Claro mantém a liderança geral com 19,3% do mercado (ainda muito baseada em cabo coaxial), enquanto a Vivo consolida-se como a maior provedora de fibra do Brasil (14,8%). A Nio (ex-Oi) aparece em terceiro lugar com 6,3%, mas perde espaço para grupos em ascensão como a Brisanet e a Brasil TecPar, que deve assumir a quarta colocação nos próximos meses após a aquisição da operação de banda larga da Ligga.
O setor de internet via satélite também vive uma transformação silenciosa, dominado pela Starlink. A empresa de Elon Musk detém quase 80% desse nicho, somando mais de 882 mil conexões. No entanto, a concorrência deve acirrar com a chegada da Amazon Leo e da chinesa SpaceSail ao mercado doméstico ainda este ano.
No segmento móvel, embora o 4G ainda seja a tecnologia da maioria (64,9%), o 5G avança rápido:
5G no Brasil: Já representa 23,1% do total de linhas móveis (chegando a 29% se excluídas as máquinas de cartão).
Operadoras: Vivo (37,9%), Claro (33,2%) e TIM (22,7%) seguem no topo.
Destaque Regional: A mineira Algar foi a que mais cresceu proporcionalmente, expandindo sua participação para 1,9% do mercado nacional.
Enquanto a internet voa, a TV por assinatura tradicional (SeAC) continua seu "mergulho". O serviço perdeu mais de 1,3 milhão de assinantes em um ano, caindo para 7,3 milhões de contratos. A migração para serviços de streaming oficiais (como Claro TV+ e Sky+) e o impacto da pirataria são apontados como os principais motivos para essa retração.