Saúde Alerta!
Hospital Tacchini opera com lotação crítica em leitos do SUS
Painel do hospital mostra ocupação total de 98,4% e pressão em áreas como internação adulta, UTI neonatal e obstetrícia.
04/05/2026 17h55
Por: Marcelo Dargelio

O Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves, opera com nível elevado de ocupação nos leitos SUS. Dados atualizados às 17h01 desta segunda-feira, 4 de maio, mostram 121 leitos ocupados e 2 bloqueados dos 125 contratados, o que representa ocupação total de 98,4%.

O quadro mais pressionado aparece na internação adulta. O painel informa 60 leitos ocupados e 1 bloqueado para 60 contratados, com taxa de 101,67%. Na prática, o indicador mostra uso acima da capacidade contratada disponível naquele momento.

Também chamam atenção os números da UTI Neonatal e da internação obstétrica. A UTI Neonatal aparece com 8 leitos ocupados para 7 contratados, o que leva a uma taxa de 114,29%. Já a internação obstétrica registra 14 ocupados para 13 contratados, com 107,69%.

Lotação dos leitos acontecem antes mesmo da chegada do inverno

 

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Na UTI adulta, o hospital tinha 12 leitos ocupados, 1 bloqueado e 13 contratados, com 100% de ocupação da capacidade disponível. A UTI pediátrica também aparecia totalmente ocupada, com 7 leitos ocupados para 7 contratados.

Entre os setores com menor pressão, a internação psiquiátrica registrava 14 leitos ocupados para 15 contratados, com 93,33% de ocupação. A internação pediátrica era a área com maior folga relativa, com 6 leitos ocupados para 10 contratados, índice de 60%.

O próprio painel explica que leitos bloqueados são aqueles em reserva de uso, por motivos como limpeza, isolamento, manutenção ou deslocamento de paciente. O hospital também ressalta que atua como um dos prestadores de serviço do SUS na região e que, quando não há vaga ou recurso específico disponível, o encaminhamento para outra unidade é feito pelo poder público, a partir dos critérios da Central de Regulação do Estado.

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Os dados revelam um cenário de forte pressão assistencial, sobretudo em áreas sensíveis. Quando setores como UTI Neonatal, obstetrícia e internação adulta trabalham no limite ou acima dele, cresce o risco de restrições para novas internações, remanejamentos e necessidade de regulação para outros serviços da rede. Essa leitura decorre dos índices apresentados no próprio painel.