A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta global neste domingo, 3 de maio, após a confirmação de um possível surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. Até o momento, a doença causou a morte de três pessoas. Outros três passageiros apresentam sintomas graves, sendo que um deles permanece internado em unidade de terapia intensiva na África do Sul.
Embora seis casos estejam no radar das autoridades, apenas um foi formalmente verificado por testes laboratoriais até agora, enquanto os outros cinco são tratados como suspeitos. A OMS lidera uma investigação epidemiológica detalhada para identificar a origem da contaminação e o sequenciamento genético do vírus para entender seu potencial de agressividade.
As infecções por hantavírus não são comuns em ambientes marítimos, o que torna o caso atípico:
Fonte de Contágio: Geralmente, o vírus é transmitido aos seres humanos através do contato direto ou inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
Gravidade: A doença pode evoluir para quadros respiratórios graves e insuficiência pulmonar, exigindo suporte médico imediato.
Transmissão Humana: Embora rara, a transmissão de pessoa para pessoa não é descartada, o que justifica o monitoramento rigoroso e o isolamento de passageiros sintomáticos.
A OMS está coordenando a evacuação médica de dois passageiros que apresentam sintomas agudos e trabalhando junto aos operadores do navio para avaliar o risco de saúde pública para as centenas de pessoas que permanecem a bordo. Assistência médica contínua está sendo prestada tanto aos passageiros quanto à tripulação enquanto o navio segue protocolos de quarentena.
A entidade reforça que, apesar do susto, a situação está sob monitoramento internacional e novas diretrizes de segurança devem ser publicadas assim que os resultados laboratoriais adicionais forem concluídos.