Economia Finanças
Governo federal lança Desenrola 2.0 com foco em renegociação e restrição a apostas online
Programa oferece descontos de até 90% para famílias com renda de até cinco salários mínimos; medida proíbe beneficiários de utilizarem plataformas de apostas por um ano
01/05/2026 20h03 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: ABCMais
Foto: Reprodução

O governo federal oficializa, na próxima segunda-feira, 4 de maio, o lançamento do Desenrola 2.0, uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas focado em famílias brasileiras. Em pronunciamento realizado em rede nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou que a iniciativa busca combater o endividamento recorde da população, oferecendo descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor original dos débitos em atraso.

O novo modelo permitirá que os cidadãos elegíveis refinanciem suas dívidas com taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês. Além disso, o programa traz uma flexibilidade importante: o uso de até 20% do saldo do FGTS para a quitação dos valores devidos. Para garantir a segurança das operações, o governo realizará um aporte de até R$ 10 bilhões no Fundo de Garantia de Operações (FGO), assegurando que os bancos tenham respaldo para oferecer as melhores condições de parcelamento.

Restrições e Critérios de Elegibilidade

Uma das novidades mais polêmicas do Desenrola 2.0 é a proibição imposta aos beneficiários de utilizarem plataformas de apostas online (bets) pelo período de um ano. Lula justificou a medida como uma proteção ao orçamento familiar, afirmando que não faz sentido o governo subsidiar a limpeza de crédito se o recurso continuar sendo direcionado ao jogo. O presidente também aproveitou para criticar a regulamentação anterior das apostas no país e prometeu endurecer a fiscalização sobre o setor.

Para participar desta etapa do programa, os interessados devem preencher os seguintes requisitos:

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O lançamento do programa ocorre em um momento estratégico para o governo, visando recuperar popularidade e estimular o consumo através da recuperação do poder de compra das famílias. A expectativa é que milhões de brasileiros consigam limpar o nome e retornar ao mercado de crédito formal, alinhando a política econômica a padrões de bem-estar social.