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Estado recebe empresa japonesa que vai investir US$ 100 milhões no RS com primeiro projeto de energia eólica flutuante do Brasil
Uma maneira inédita no Brasil de produção de energia mais sustentável foi tema de uma reunião entre as Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Se...
29/04/2026 18h23
Por: Redação Fonte: Secom RS

Uma maneira inédita no Brasil de produção de energia mais sustentável foi tema de uma reunião entre as Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec), do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a JB Energy, empresa japonesa especializada em energia eólicaoffshore(em alto-mar). Durante o encontro, a companhia apresentou o Aura Sul Wind, o primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do país, que será instalado em águas profundas próximo ao Porto de Rio Grande, consolidando o Estado como polo estratégico da transição energética. Com um investimento inicial de US$ 100 milhões e previsão de geração de 5 mil a 10 mil empregos diretos e indiretos, a instalação está prevista para 2029.

A plataforma flutuante é projetada para águas profundas, acima de 50 metros, onde fundações fixas não são viáveis. A tecnologia utilizada pela empresa se destaca por sua estrutura modular de concreto armado, uma alternativa que reduz em até 50% tanto o custo quanto o tempo de construção, e pode ser realizada na parte portuária e, posteriormente, transportada por rebocadores até o local onde será instalada e ancorada.

A instalação em áreas mais afastadas da costa também resulta em menor impacto ambiental e visual. Outro diferencial é a durabilidade da estrutura, com vida útil estimada de 25 anos, além da baixa manutenção em ambiente marinho. O projeto é considerado binacional, entre Brasil e Japão. Será utilizada a tecnologia japonesa do flutuador, adaptada à cadeia de suprimentos brasileira.

O diretor-presidente (CEO) da empresa, Rodolfo Gonçalves, explicou que o projeto está em sua primeira fase, e que, em uma parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no RS (Sinduscon-RS), será apresentado a empresas do Estado que possam atuar em sua construção. O Aura Sul Wind também foi divulgado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), para que os grupos de pesquisa – tanto de engenharia quanto do setor ambiental – possam se envolver. Gonçalves explicou que o projeto já tem o termo de referência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que a empresa tem trabalhado a questão do licenciamento ambiental desde o início.

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RS em destaque

Além da boa capacidade dos ventos, a escolha pelo Rio Grande do Sul, segundo a empresa, se deu em razão de o Estado possuir uma indústria naval consolidada, principalmente no município Rio Grande, cujo estaleiro já tem experiência em estruturas flutuantes por conta do trabalho para grandes projetos de óleo e gás para a Petrobras. A atividade de manutenção dos futuros parques eólicos também foi destacada, uma vez que o RS possui um ecossistema completo para isso. “Esse é um projeto muito grande, que passa pela academia, pela geração de emprego, pela preparação de recursos humanos e pela indústria”, explicou Gonçalves.

Além do alinhamento com agendas globais de descarbonização, o projeto está em consonância com o habilitador “Recursos Naturais”, do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do RS , que prevê o incentivo às energias renováveis. A parceria com o Japão também representa uma oportunidade de inserir o Estado em redes internacionais de inovação energética.

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A JB Company foi uma das participantes da reunião estratégica voltada à descarbonização dos portos, com foco no avanço da energia eólica offshore, promovida pela Portos RS e pela Invest RS , com apoio da Sedec, realizada na sede da agência de atração de investimentos, em São Paulo. O encontro reuniu representantes de portos, investidores e autoridades do setor para discutir oportunidades na transição energética e apresentar o potencial competitivo do Estado. A reunião com a pasta é um dos desdobramentos desta agenda.

Durante o encontro, o titular da Sedec, Leandro Evaldt, destacou a importância do projeto para acelerar a transição energética e reforçou o compromisso do governo em apoiar projetos que tragam inovação e desenvolvimento econômico. O secretário reforçou, também, que o Aura Sul Wind irá impactar nas cadeias produtivas locais, como a indústria, os serviços e a logística.

“Esse projeto de energia eólica offshore pode colocar o Rio Grande do Sul em posição de destaque nos cenários nacional e internacional, atraindo investimentos e gerando empregos qualificados. Estamos diante de uma oportunidade histórica de transformar o Estado em um polo de energia limpa, garantindo benefícios ambientais e sociais para toda a população”, afirmou Evaldt.

Também participaram da reunião o diretor de Energia da Sema, Rodrigo Huguenin, e o subsecretário de Infraestrutura, Cristian Vieira Duarte.

Texto: Ascom Sedec
Edição: Secom