O bombeiro militar Anderson Ferreira Bandeira, de 41 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após ser denunciado por importunação sexual dentro de um ônibus intermunicipal. O caso ocorreu na última quarta-feira, 22 de abril, quando uma passageira relatou ter sido tocada pelo suspeito na altura do seio. Diante da denúncia, o motorista do coletivo interrompeu a viagem e acionou a Brigada Militar, que conduziu o homem até a delegacia de Cachoeira do Sul.
As investigações revelaram que Bandeira é reincidente em crimes de natureza sexual, respondendo a um processo anterior por um fato quase idêntico ocorrido em 2021, na linha Porto Alegre–Dom Pedrito. Segundo o promotor de Justiça Diogo Taborda, o militar utilizava a farda do Corpo de Bombeiros em ambas as situações, estratégia que possivelmente visava obter descontos em passagens e evitar a desconfiança das vítimas e autoridades. O Ministério Público sustenta que o acusado possui um comportamento reiterado nesse tipo de conduta criminosa.
Atualmente, o bombeiro está recolhido no Presídio Policial Militar, em Porto Alegre, enquanto o processo de 2021 aguarda uma audiência de instrução marcada para o dia 13 de maio. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) instaurou um Inquérito Policial Militar e um Conselho de Disciplina para avaliar a exclusão do servidor da corporação. Em nota oficial, a instituição reiterou seu compromisso com a ética e a legalidade, informando que aguarda o desfecho judicial para concluir as devidas providências administrativas.