O Sindiserp-BG contesta a forma como a Prefeitura de Bento Gonçalves pretende pagar o novo vale-alimentação dos servidores municipais. O benefício passará de R$ 26 para R$ 30 por dia e deixará de ser pago por cartão, passando a ser depositado em dinheiro pelo poder público, conforme proposta encaminhada ao Legislativo.
A principal crítica da entidade está no Projeto de Lei nº 52, que será analisado em regime de urgência na sessão desta segunda-feira, 27, na Câmara de Vereadores. Segundo a presidente do sindicato, Neilene Lunelli, o texto prevê que os servidores recebam o auxílio “na proporção dos dias efetivamente trabalhados”, o que pode reduzir o valor hoje recebido por parte da categoria.
Confira o que diz o projeto de lei
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De acordo com Neilene, a mudança atinge de forma mais pesada os profissionais da Saúde que cumprem escala de 12 horas de trabalho por 36 de folga. Pela interpretação do sindicato, esses servidores deixariam de receber o benefício pelos dias de descanso, ainda que a folga decorra da própria jornada adotada pelo município. Na avaliação da dirigente, o impacto não ficará restrito à Saúde. Ela afirma que muitos servidores de outras áreas também deverão receber menos do que recebem atualmente.
O sindicato sustenta que, na prática, poucos trabalhadores terão acesso ao equivalente a 23 vales por mês, como ocorre até agora. Por isso, a entidade convocou os servidores para acompanhar a votação no plenário e pressionar por rejeição do projeto ou por um pedido de vistas, para adiar a análise.
A discussão ocorre num momento em que o Executivo apresenta o reajuste do benefício como avanço. Para o sindicato, porém, o aumento nominal pode vir acompanhado de perda real, caso a nova regra de cálculo seja mantida.
A tendência é de que o debate domine a sessão desta segunda-feira, já que o texto mexe diretamente com a remuneração indireta do funcionalismo e com uma categoria numerosa da administração municipal.