Rio Grande do Sul Crimes
Sobe para 45 o número de vítimas de médico acusado de abuso sexual
Cardiologista Daniel Pereira Kollet já é réu por estupro de vulnerável; polícia diz que novas denúncias ainda podem surgir.
25/04/2026 19h49 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Médico Daniel Kollet está preso desde o dia 30 de março - Foto: Polícia Civil

Subiu para 45 o número de mulheres que registraram ocorrência contra o cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, investigado por crimes sexuais em Taquara, no Vale do Paranhana. A atualização foi divulgada neste sábado, 25 de abril, pelo delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelo caso. Segundo ele, a suspeita é de que haja outras vítimas, já que o médico atuou na cidade por cerca de 25 anos.

Kollet foi preso em 30 de março no próprio consultório, na Rua Guilherme Lahm, no Centro de Taquara. A investigação aponta que os abusos teriam ocorrido durante atendimentos no local. As denúncias envolvem pacientes e também funcionárias, com relatos que vão de contatos físicos sem consentimento a episódios descritos pela polícia como estupros dentro do consultório.

De acordo com a apuração, o médico se aproveitaria da relação de confiança com as pacientes e da situação de vulnerabilidade durante as consultas. Em alguns relatos, ele teria usado justificativas como suposta “mediunidade” para encobrir o contato físico. O padrão descrito pela polícia inclui abraços, beijos e toques sem consentimento quando as vítimas estavam seminuas para exames.

O cardiologista foi indiciado em 13 de abril, denunciado pelo Ministério Público em 16 de abril e, no mesmo dia, virou réu por estupro de vulnerável, após a aceitação da denúncia pela Justiça. O processo corre sob a compreensão de que havia vulnerabilidade circunstancial na relação entre médico e paciente. A defesa ainda pode se manifestar no processo.

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O delegado tem reforçado o pedido para que outras possíveis vítimas procurem a polícia. Segundo ele, o avanço da investigação depende da formalização das denúncias para que todos os fatos sejam apurados e atribuídos ao réu, se confirmados. Em casos de violência em andamento, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190. Registros também podem ser feitos na Polícia Civil, inclusive por canais online, conforme as regras do Estado.