A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a Operação Ambitus Sidum, tendo como alvo principal a prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União). A ofensiva apura um suposto esquema de corrupção eleitoral e falsidade ideológica que teria ocorrido durante as eleições municipais de 2024. Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul, por ordem da Justiça Eleitoral de Novo Hamburgo.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de oferecer benefícios e vantagens indevidas em troca de apoio político e votos. Um dos pontos centrais da apuração envolve a nomeação de cargos de confiança (CCs) em municípios vizinhos, o que, conforme a PF, estaria atrelado a acordos escusos de apoio eleitoral. Além disso, os agentes buscam provas sobre a utilização de recursos não declarados — o chamado "caixa dois" — durante a campanha que levou à eleição da atual mandatária.
Além da prefeita Carine Schwingel, outros servidores públicos da administração municipal são alvos das medidas judiciais. Os mandados visam colher documentos, dispositivos eletrônicos e registros financeiros que possam comprovar o desvio de finalidade na gestão pública para fins eleitorais.
Até o momento, a prefeitura de Estrela não emitiu uma nota oficial sobre a operação. A defesa da prefeita Carine Schwingel também não se manifestou publicamente, mas o espaço segue aberto para os esclarecimentos necessários. A Polícia Federal destacou que as diligências continuam e que o material apreendido será periciado para determinar se novas fases da operação serão necessárias.