Segurança Violência doméstica
RS registra 28 feminicídios em 2026; Sapucaia do Sul lidera
Estado contabiliza marcas alarmantes de violência doméstica, com a maioria dos crimes cometidos por companheiros ou ex-parceiros das vítimas
24/04/2026 10h24 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

O Rio Grande do Sul já contabiliza 28 casos de feminicídio em 2026, com crimes cometidos principalmente por ex ou atuais companheiros das vítimas. O último registro ocorreu em Sapucaia do Sul durante o feriado de Tiradentes, consolidando a cidade como a recordista de ocorrências no estado, somando três casos desde janeiro. Entre as ocorrências citadas, a morte de Tereza de Jesus Trindade da Silva, ocorrida em Roque Gonzales, foi inicialmente tratada como feminicídio, mas acabou reclassificada como homicídio qualificado pelas autoridades.

A lista de vítimas reflete a brutalidade da violência em diversas regiões. No início do ano, a bombeiro civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta a facadas em Guaíba, crime pelo qual seu ex-companheiro foi preso em flagrante. Outros casos com prisões de suspeitos incluem Letícia Foster Rodrigues, em Canguçu, e Josiane Natel Alves, esfaqueada em Porto Alegre. Em Sapucaia do Sul, a jovem Mirella dos Santos da Silva, de apenas 15 anos, foi assassinada por um ex-companheiro que confessou o crime. Já em Santa Rosa, Marinês Teresinha Schneider foi morta a tiros pelo ex-parceiro, que se entregou à polícia após o ato.

A violência se espalhou por municípios como Muitos Capões, onde Uliana Teresinha Fagundes foi morta a tiros, e Novo Hamburgo, local do assassinato de Karizele de Oliveira Senna. Outras mulheres vitimadas pela violência doméstica foram Leila Raquel Camargo Feltrin (Tramandaí), Paula Gomes Gonhi (Santa Cruz do Sul), Marlei de Fátima Froelick (Novo Barreiro) e Yanca Soares Diniz (São Francisco de Paula). Casos também foram registrados em Santa Clara do Sul, com a morte de Juliane Cristine Schuster, em Maçambará, onde Cláudia Rosane Casseres da Cunha foi assassinada pelo companheiro, e em Cacequi, onde Cassia Girard do Nascimento foi morta mesmo após ter procurado a polícia. O município de Nova Prata também integrou as estatísticas com a morte de Roseli Vanda Pires Albuquerque.

Diante desse cenário, as autoridades estaduais afirmam estar intensificando esforços para combater a violência doméstica, enquanto a sociedade civil e órgãos de proteção seguem cobrando medidas mais eficazes e protetivas para evitar que novas vidas de mulheres sejam ceifadas no Rio Grande do Sul.

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