Internacional Saúde
Reino Unido aprova lei histórica que proíbe venda de cigarros para gerações futuras
Legislação impede que nascidos a partir de 2009 comprem tabaco legalmente em qualquer momento da vida; medida visa criar a primeira geração livre do fumo e aliviar o sistema público de saúde
22/04/2026 21h57 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Foto: REUTERS/Maja Smiejkowska

O Parlamento do Reino Unido aprovou, nesta quarta-feira (22), o Projeto de Lei sobre Tabaco e Cigarros Eletrônicos, uma das legislações antitabagismo mais rigorosas do mundo. A nova regra estabelece que a idade legal para a compra de tabaco será elevada em um ano a cada doze meses, de forma perpétua. Na prática, isso significa que qualquer pessoa nascida a partir de 1º de janeiro de 2009 enfrentará uma proibição vitalícia, impedindo que jovens que hoje têm 17 anos ou menos venham a adquirir cigarros legalmente no futuro.

A proposta, que deve receber a sanção real na próxima semana, foca na prevenção para evitar que novos usuários se tornem dependentes de nicotina. Segundo o secretário de Saúde britânico, Wes Streeting, a aprovação é um marco histórico que protegerá as crianças de uma vida de danos à saúde. O governo estima que o tabagismo seja responsável por 64 mil mortes anuais na Inglaterra, gerando um custo direto de 3

Além do tabaco convencional, a nova lei endurece drasticamente as regras para o vaping. A legislação proíbe a venda de cigarros eletrônicos e produtos com nicotina para menores de 18 anos e concede poderes aos ministros para regulamentar sabores, embalagens e restringir publicidade e distribuição gratuita. O foco principal é combater o uso recreativo entre jovens, diante de dados que indicam que o crescimento do uso de vapes começou a se estabilizar, mas ainda atinge cerca de 10% da população adulta.

Com essa medida, o Reino Unido se junta a um seleto grupo de nações, como as Maldivas e a Nova Zelândia, que adotaram estratégias de proibição geracional para erradicar o tabagismo. O governo britânico reforça que a reforma não apenas salvará vidas, mas será fundamental para a sustentabilidade do sistema público de saúde a longo prazo, consolidando a premissa de que prevenir a dependência é mais eficiente do que remediar as doenças crônicas causadas pelo fumo.

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