A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (SEFAZ-RS) anunciou uma importante atualização no cronograma de transição digital para o campo. Produtores rurais que possuam receita bruta anual inferior a R$ 360 mil ganharam um novo prazo para se adaptar: o uso do talão de produtor físico (modelo A4) em operações internas foi prorrogado até o dia 30 de abril de 2026.
A decisão, comunicada originalmente no início de janeiro, visa dar fôlego aos pequenos produtores que ainda utilizam os blocos já impressos. No entanto, a Receita Estadual alerta que esta é a última extensão antes da digitalização obrigatória. A partir de 1º de maio de 2026, a emissão de Nota Fiscal de Produtor em papel será definitivamente vedada em todo o estado.
Com o fim do modelo físico, os produtores deverão migrar para sistemas eletrônicos. As principais ferramentas disponibilizadas pelo estado são:
Aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF): Solução simplificada para dispositivos móveis, desenvolvida para agilizar a emissão no dia a dia.
Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): Emitida através do portal oficial da SEFAZ.
Reconhecendo os desafios técnicos que a mudança pode trazer, a Secretaria de Agricultura está oferecendo suporte direto para auxiliar no processo de adaptação. Produtores que tiverem dúvidas sobre como utilizar as novas plataformas ou como proceder na transição podem entrar em contato pelos telefones (54) 3055-7112 e (54) 3055-7107.
A migração para a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é vista pelo fisco gaúcho como um passo fundamental para garantir maior segurança jurídica às transações, reduzir custos com impressão e transporte de talões, além de facilitar o acesso dos produtores a serviços e créditos rurais que exigem comprovação imediata de movimentação.