Rio Grande do Sul Crimes
Feriadão de Tiradentes tem 21 mortes violentas no RS
Levantamento reúne homicídios, feminicídio, acidentes e afogamentos entre o fim de semana e a madrugada desta quarta-feira, 22.
22/04/2026 16h02 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Morte de Marcelo de Moura, em Benmto Gonçalves, foi a primeira registrada no feriadão - Foto: Rádio Difusora/Especial

O feriado prolongado de Tiradentes terminou com pelo menos 21 mortes violentas no Rio Grande do Sul, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira, 22 de abril, pelo Correio do Povo. Desse total, nove casos foram registrados como homicídios e um como possível feminicídio, o 28º de 2026 no Estado, se confirmado pela investigação. As demais mortes ocorreram em acidentes de trânsito e afogamentos.

A primeira ocorrência listada foi no sábado, em Bento Gonçalves, onde Marcelo Kilka de Moura, de 41 anos, foi morto a tiros dentro de um bar. Segundo o levantamento, a Brigada Militar prendeu o suspeito. No domingo, um tiroteio após um jogo de futebol em Rio Grande matou dois homens, ambos de 29 anos. No mesmo dia, outros dois homens foram baleados e mortos em Alvorada e Eldorado do Sul, na Região Metropolitana. Até a publicação da reportagem, não havia presos nesses casos.

Na segunda-feira, um homem de 31 anos foi morto a facadas durante uma briga em Caxias do Sul, com prisão de um suspeito. Já na terça-feira, um homem de 33 anos foi encontrado morto no bairro Restinga, na zona Sul de Porto Alegre, após sofrer golpes de tijolo na cabeça. Também na terça, Gabriele Oliveira, de 24 anos, foi morta a tiros no bairro Capão da Cruz, em Sapucaia do Sul. O suspeito, apontado como ex-companheiro da vítima, não havia sido preso até a publicação da notícia.

O levantamento também cita a morte de um homem em Passo Fundo e outro homicídio no início da madrugada desta quarta-feira no bairro Partenon, em Porto Alegre. Entre os episódios de violência do feriado, a reportagem menciona ainda o caso da mulher estuprada na Capital, que afirmou ter sido atacada a mando de um líder de facção preso, e outro assassinato na rua Paulino Azurenha, também em Porto Alegre.

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No caso de Sapucaia do Sul, a Polícia Civil trata a ocorrência de forma preliminar como possível feminicídio. A investigação está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia do município. Segundo a corporação, a apuração ainda está em andamento e o enquadramento definitivo depende da conclusão das diligências.