A Polícia Civil reclassificou a morte de Tereza de Jesus Trindade da Silva, de 49 anos, em Roque Gonzales, no noroeste do Rio Grande do Sul. O caso, inicialmente tratado como feminicídio, agora é investigado como homicídio qualificado, após o avanço das apurações e novas prisões.
O crime ocorreu em 4 de fevereiro de 2026. Tereza foi baleada no rosto e no braço, chegou a ser socorrida e ficou internada por alguns dias, mas morreu em 11 de fevereiro. No início da investigação, o companheiro da vítima aparecia como principal suspeito. Depois, ele foi liberado e deixou de ser investigado, segundo confirmação da delegada responsável, Tanea Regina Bratz.
De acordo com a investigação, ao menos três pessoas são apuradas por participação no assassinato. Um homem de 35 anos foi preso preventivamente em 9 de abril. Outro suspeito já havia sido preso temporariamente. Um terceiro segue foragido. A polícia ainda não divulgou a motivação do crime.
A mudança de tipificação também alterou a estatística oficial de violência contra a mulher no Estado. Com a reclassificação, o caso deixou de entrar na conta dos feminicídios e o Rio Grande do Sul passou a somar 27 feminicídios confirmados em 2026, e não 28, como havia sido divulgado antes.
Entre os casos já registrados neste ano estão o de Mirella dos Santos da Silva, de 15 anos, morta a facadas em Sapucaia do Sul, e os de Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, em Guaíba, e Letícia Foster Rodrigues, em Canguçu. Nos três episódios, os companheiros ou ex-companheiros foram apontados como autores, segundo a apuração policial.