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Agência de Milão é investigada por esquema de prostituição com jogadores da Serie A
Operação “Ma. De Milano” teria lucrado mais de 1,2 milhão de euros com festas de luxo e “pacotes” para atletas e celebridades; quatro pessoas foram presas
21/04/2026 20h15 Atualizada há 4 horas
Por: Redação

Uma investigação conduzida pelas autoridades italianas revelou um sofisticado esquema de exploração sexual operado por uma agência de eventos em Milão. Segundo informações publicadas pelo jornal Gazzetta dello Sport nesta terça-feira (21), a empresa Ma. De Milano organizava festas exclusivas e "pacotes" de comemoração para mais de 70 jogadores de futebol da elite italiana, além de pilotos de Fórmula 1 e grandes empresários. O esquema, que teria movimentado cerca de 1,2 milhão de euros, oferecia serviços que incluíam jantares em restaurantes de luxo, reservas em boates e a presença de acompanhantes em destinos como a Itália e a ilha de Mykonos, na Grécia.

Embora a prostituição voluntária não seja tipificada como crime pela legislação italiana, o foco da polícia está no favorecimento e na exploração sexual por terceiros. As provas colhidas, que incluem escutas telefônicas e mensagens interceptadas, indicam que os líderes da agência retinham pelo menos 50% do valor cobrado pelos serviços das mais de 100 mulheres envolvidas. Os clientes, incluindo os atletas, não são alvo da investigação, uma vez que o ato de contratar os serviços não configura infração penal no país.

A polícia efetuou a prisão de quatro pessoas, apontando o casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchi como os mentores da rede. O esquema teria iniciado suas operações em 2019 e manteve o fluxo de atividades inclusive durante o período da pandemia. Em uma das mensagens obtidas pelos investigadores, um envolvido menciona o envio de uma acompanhante brasileira para atender a um piloto de Fórmula 1, demonstrando o alcance internacional e o perfil da clientela atendida pela agência.

Ainda que os nomes dos jogadores envolvidos não tenham sido divulgados oficialmente, a lista de clientes supostamente contém atletas de clubes tradicionais como Inter de Milão, Milan, Juventus, Sassuolo e Verona. A investigação segue em andamento, e a polícia de Milão analisa agora os dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos para identificar outros possíveis articuladores da rede de exploração e detalhar a extensão financeira do esquema.

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