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Caso Bernardo: 12 anos após o crime, condenações por tortura e morte de Edelvânia marcam o desfecho da tragédia
Justiça gaúcha aumentou recentemente as penas de Leandro Boldrini e Graciele Ugulini; pai do menino teve registro médico cassado e cúmplice foi encontrada morta na prisão
21/04/2026 20h07 Atualizada há 4 horas
Por: Redação Fonte: G1 RS

O assassinato de Bernardo Uglione Boldrini, ocorrido em 2014 em Três Passos, completa 12 anos mantendo-se como um dos episódios mais chocantes da história recente do Rio Grande do Sul. O caso, que envolveu uma complexa trama de negligência e crueldade familiar, resultou na condenação de quatro pessoas em 2019, cujas situações penais e pessoais sofreram alterações significativas nos últimos anos.

Em uma decisão de julho de 2025, o Judiciário gaúcho ampliou as sentenças de Leandro Boldrini (pai) e Graciele Ugulini (madrasta). Ambos receberam um acréscimo de 13 anos e 15 dias de reclusão pelo crime de tortura, a ser cumprido em regime fechado, além de penas por abandono material. Por outro lado, a acusação de submissão a vexame e constrangimento foi extinta devido à prescrição.

Situação Atual dos Envolvidos

O desfecho para os condenados apresenta realidades distintas no sistema prisional e profissional:

O Crime

Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando desapareceu em abril de 2014. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado em uma cova vertical em uma propriedade rural. As investigações revelaram que o menino sofria episódios sistemáticos de maus-tratos e que sua morte foi planejada pelo núcleo familiar com o auxílio dos irmãos Wirganovicz, utilizando uma superdosagem de medicamentos.