Categoria reivindica reposição da inflação e reconhecimento oficial do magistério infantil; Prefeitura mantém diálogo, mas descarta abono de faltas
A rede municipal de ensino de Canoas inicia um período de paralisação liderado pelo Sindicato dos Professores Municipais de Canoas (Sinprocan). A categoria busca a readequação do plano de carreira, aumento real de salários e a garantia de um quadro completo de profissionais nas escolas — incluindo especialistas e monitores — até o mês de junho.
Um dos pontos centrais da mobilização é a aplicação da Lei 15.326/2026, que reconhece os professores da educação infantil como integrantes da carreira do magistério público da educação básica. A agenda de greve prevê uma mobilização em frente à Prefeitura às 8h do primeiro dia, seguida de uma reunião entre o comando de greve e o Executivo para discutir as pautas.
Sindicato (Sinprocan): Defende que o movimento é constitucional e busca incluir o abono das faltas dos dias parados na negociação final. O sindicato orienta os pais a buscarem informações atualizadas sobre cada unidade escolar.
Prefeitura de Canoas: Afirma manter o diálogo aberto e destaca ações já realizadas, como a contratação de 500 monitores de inclusão, a realização de concurso público e a retomada das eleições diretas para diretores. No entanto, a administração foi enfática ao declarar que não haverá abono de ponto para quem não comparecer ao trabalho.
A administração municipal informou que monitora a paralisação em tempo real para minimizar os prejuízos aos estudantes e às famílias, enquanto tenta chegar a um acordo que atenda às reivindicações sem comprometer as contas públicas.