A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu e remeteu ao Ministério Público, nesta sexta-feira (17), o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em janeiro. O policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana de Aguiar, foi indiciado por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa, com penas que podem somar 102 anos de prisão. Além dele, outras cinco pessoas do seu círculo íntimo, incluindo sua atual esposa, mãe e irmão, foram indiciadas por auxiliarem na ocultação de provas e fraude processual.
A investigação aponta que Silvana foi morta na noite de 24 de janeiro em sua residência, onde registros de câmeras e conexões de rede colocam o suspeito na cena do crime. Para dar continuidade ao plano e eliminar os pais de Silvana, Isail e Dalmira, o policial teria utilizado recursos de inteligência artificial para simular a voz da ex-mulher e atraí-los até a casa em horários distintos no dia seguinte. Imagens de segurança confirmam que ambos entraram no imóvel, mas não saíram. A motivação do crime estaria ligada a conflitos pela guarda do filho do casal e disputas pelo patrimônio da família. O inquérito, que conta com 20 mil páginas e 10TB de provas digitais, agora aguarda a análise do Ministério Público para o oferecimento da denúncia, mesmo sem que os corpos das vítimas tenham sido localizados até o momento.