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Salário mínimo: Governo propõe reajuste de menos de R$ 100 para 2027
Proposta do governo federal foi enviada ao Congresso nesta quarta-feira, 15.
16/04/2026 08h33 Atualizada há 4 horas
Por: Redação
Corte de gastos sempre estoura no bolso do brasileiro - Foto: Freepik/Especial NB

O Governo Federal encaminhou oficialmente ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15), o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) estabelecendo a proposta para o novo salário mínimo no país. O documento econômico estipula o valor de R$ 1.717 para o ano de 2027, o que representa um reajuste nominal de 5,92% em relação à quantia praticada no ano anterior (um aumento inferior a R$ 100). O cálculo apresentado pela equipe econômica tem como base a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimada atualmente em 3,06%, somada ao índice de crescimento econômico registrado ao longo de 2025.

Seguindo as novas diretrizes do arcabouço fiscal brasileiro, o reajuste real da remuneração básica agora passa a estar diretamente atrelado ao teto de crescimento dos gastos públicos, que é limitado a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Como a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 tem uma estimativa de 2,3%, esse índice poderá ser aplicado de forma integral para compor o novo vencimento dos trabalhadores. O projeto oficial também traz projeções financeiras preliminares para os anos seguintes, estimando o piso nacional em R$ 1.812 para 2028 e prevendo alcançar a marca de R$ 2.020 apenas no ano de 2030, cifras que ainda poderão ser revisadas nos próximos ciclos do orçamento federal.

A atual medida marca a continuidade da política de valorização do mínimo, retomada em 2023, mas que agora se encontra estritamente adaptada ao pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024. O envio formal do PLDO representa apenas o passo inicial para a definição contábil da União. A partir de agora, o texto base passará por uma série de debates, análises técnicas e possíveis modificações nas comissões do Congresso Nacional antes de ir à sanção definitiva. A base do governo reforça o discurso de que os números apresentados buscam equilibrar a manutenção do poder de compra da população com a necessária sustentabilidade das contas públicas.