O Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) aprovou, em assembleia realizada nesta quarta-feira (15), o início de uma greve por tempo indeterminado a partir de 22 de abril. A paralisação foi decidida por professores e técnicos em frente à sede do governo municipal após a categoria considerar insuficiente a oferta do Executivo. Antes do início oficial do movimento, os docentes já realizam uma parada de advertência nesta quinta (16) e sexta-feira (17), cumprindo o rito legal de aviso prévio de 48 horas para a greve geral na próxima semana.
A proposta enviada pelo prefeito Airton Souza previa a divulgação do calendário de pagamento do piso salarial até o início de maio e a reposição da inflação ao longo do ano, mas não convenceu os profissionais. Entre as pautas centrais da categoria estão o pagamento retroativo de direitos e a inclusão dos docentes da educação infantil na carreira do magistério. Além das reivindicações salariais, há fortes críticas à má gestão de recursos públicos, com questionamentos sobre o número de cargos comissionados e investimentos em programas como o Conecta+.
A prefeitura sustenta que parte das demandas ainda exige análise técnica, mas destaca que a nomeação de novos professores está em curso e que 500 monitores devem começar a atuar ainda em abril via parceria com organização da sociedade civil. Com a greve confirmada, a educação municipal entra em um período de incerteza, enquanto o sindicato mantém a pressão para que o governo apresente uma contraproposta que contemple as exigências históricas da classe.