Um vídeo registrado durante a festa de música eletrônica "Plano After", realizada na Rua Voluntários da Pátria em Porto Alegre, revelou cenas de violência contra a produtora cultural Amanda Haupenthal, de 35 anos. As imagens, que circularam nas redes sociais nesta sexta-feira (10), mostram Amanda imobilizada no chão, sofrendo pressão no pescoço e recebendo um chute na cabeça desferido por uma segurança do evento.
O caso aconteceu na madrugada do dia 29 de março. Segundo relatos da vítima e de amigos, a confusão teria começado na entrada do prédio alugado, quando a equipe de segurança barrou o grupo alegando que tentavam retornar à festa. Amanda afirma ter sido derrubada por um segurança masculino, perdendo a consciência momentaneamente, e acordado sendo estrangulada pela segurança feminina. Ela precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada a um hospital.
A ocorrência foi atendida pelo 9º Batalhão de Polícia Militar, que identificou as partes e lavrou um Termo Circunstanciado (TC) por lesão corporal leve — procedimento utilizado para crimes de menor potencial ofensivo. A decisão da BM permitiu que a agressora retornasse ao trabalho no interior da festa logo após o atendimento.
O advogado da vítima, Gustavo Nagelstein, contesta o enquadramento, afirmando que a violência demonstrada nas imagens poderia ser caracterizada como tentativa de homicídio. A Polícia Civil informou que, por ora, não instaurou inquérito, uma vez que o TC segue diretamente para o Juizado Especial Criminal.
Coletivo Plano: A organizadora do evento lamentou o ocorrido, afirmou que as imagens evidenciam a gravidade do fato e anunciou o encerramento do contrato com a empresa terceirizada. A produtora prometeu revisar todos os protocolos de segurança e critérios de contratação.
Segurança e Empresa: A empresa responsável, GW Eventos e Staff, não foi localizada para comentar e teria apagado seus perfis nas redes sociais.
Dono do Prédio: Cassius Barcellos, proprietário do espaço alugado, colocou-se à disposição das autoridades e da vítima para colaborar com as investigações.
Amanda relatou o trauma psicológico após a agressão, mencionando dificuldades para dormir e medo de sair de casa. O caso agora aguarda análise do Poder Judiciário para determinar se haverá necessidade de investigação complementar ou punição aos envolvidos.