O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se nesta quarta-feira (08) a favor da realização de eleições indiretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. O voto empata o julgamento em 1 a 1, após o relator, ministro Cristiano Zanin, ter votado anteriormente pela convocação de eleições diretas. A disputa judicial ocorre em virtude da vacância no cargo após a condenação e afastamento do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para Fux, a realização de um pleito popular neste momento seria financeiramente onerosa e logisticamente complexa, uma vez que as eleições gerais já estão previstas para outubro deste ano. O ministro destacou que o custo estimado para uma votação direta seria de aproximadamente R$ 100 milhões, defendendo que a escolha via Assembleia Legislativa (Alerj) seria a solução mais racional para o curto período restante de mandato.
Em contrapartida, o ministro Cristiano Zanin argumentou que a saída de Castro do cargo representou uma tentativa de evitar a soberania popular, classificando o cenário como uma "tentativa de burla" ao processo democrático. O processo no STF foi movido pelo diretório estadual do PSD. Atualmente, o governo do Rio é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, uma vez que tanto o vice-governador quanto o presidente da Alerj também deixaram seus postos ou foram afastados.