A violência contra a mulher fez mais uma vítima no Vale do Sinos. Foi identificada como Veridiana de Barros Alves, de 43 anos, a mulher morta dentro de casa na manhã desta terça-feira, 7 de abril. O crime ocorreu na residência do casal, localizada na esquina da Rua das Quaresmeiras com a Estrada Boa Saúde, no bairro Boa Saúde.
O caso veio à tona após o próprio companheiro da vítima, Rudinei Vieira da Silva, de 32 anos, apresentar-se à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo para confessar o assassinato.
De acordo com informações da Polícia Civil, Rudinei teria ligado para a mãe, que reside em Santa Rosa, logo após o crime. Foi ela quem o convenceu a se entregar às autoridades. Ao chegar à delegacia, o homem afirmou ter estrangulado Veridiana após uma discussão na noite anterior.
No entanto, ao chegarem ao local indicado, agentes da Polícia Civil e da Brigada Militar encontraram o corpo de Veridiana no quarto com sinais que divergem parcialmente da confissão inicial: a perícia identificou uma perfuração de faca no pescoço da vítima, além dos sinais de esganadura.
Veridiana e Rudinei mantinham um relacionamento há cerca de seis anos e haviam se mudado para a residência atual há apenas dois meses. Segundo relatos de vizinhos, o casal era considerado tranquilo e não havia histórico de brigas barulhentas ou chamados policiais no endereço. A polícia também confirmou que não existiam registros anteriores de violência doméstica ou medidas protetivas solicitadas pela vítima contra o agressor.
Veridiana deixa dois filhos, um menino e uma menina, frutos de um relacionamento anterior. Rudinei foi autuado em flagrante por feminicídio e encaminhado ao sistema prisional.
O assassinato de Veridiana marca um número sombrio para o estado. Este foi o 27º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul apenas nos primeiros meses de 2026. Em Novo Hamburgo, este é o segundo caso do ano; o primeiro ocorreu em janeiro, no bairro Industrial.
O avanço dos números de feminicídio coloca as autoridades e a rede de proteção em alerta máximo. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo número 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190 da Brigada Militar em casos de emergência.
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