Rio Grande do Sul Abusos em série?
Médico cardiologista enfrenta 32 denúncias de crimes sexuais
Daniel Pereira Kollet foi preso após denúncias de crimes sexuais contra pacientes.
04/04/2026 08h27 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Médico cardiologista continua preso em Porto Alegre - Foto: Reprodução/Especial NB

O escândalo envolvendo o médico cardiologista Daniel Pereira Kollet ganhou contornos ainda mais graves nesta semana. O número de denúncias oficiais registradas contra o profissional subiu para 32, segundo as informações atualizadas pelas autoridades de segurança. O suspeito foi preso de forma preventiva na última segunda-feira (30) no município de Taquara, na Região Metropolitana, após ser acusado de cometer diversos crimes sexuais contra pacientes durante os atendimentos em seu consultório particular. A prisão foi coordenada e confirmada pela Polícia Civil.

O delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelas investigações na Delegacia de Polícia de Taquara, explicou que o mandado de prisão inicial foi fundamentado no relato de três vítimas. No entanto, após a divulgação da detenção, dezenas de outras mulheres encorajaram-se a procurar a delegacia com relatos semelhantes e, em alguns casos, ainda mais graves. Entre as dezenas de acusações que agora integram o inquérito, os investigadores identificaram indícios de estupro, violação sexual mediante fraude, importunação sexual e estupro de vulnerável. Há registros de incidentes que teriam ocorrido há mais de dez anos no mesmo local de trabalho.

De acordo com o delegado, a tipificação de vulnerabilidade neste caso não se dá pela idade ou por deficiência mental, mas sim por uma vulnerabilidade circunstancial, uma vez que as vítimas estavam despidas para a realização de exames médicos no momento dos abusos.

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Em nota, o advogado Rômulo Campana, responsável pela defesa de Kollet, declarou que o suspeito nega veementemente todas as acusações. A defesa argumenta que o cliente atua há quase 30 anos com uma conduta ilibada, sempre pautada pela ética e responsabilidade. O cardiologista segue preso no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre, enquanto as investigações continuam em andamento para apurar a totalidade dos relatos.