Na quarta-feira (1/4), o governador Eduardo Leite e a titular da Secretaria de Obras Públicas (SOP), Izabel Matte, anunciam a conclusão da construção da estrutura principal da Barragem Jaguari, em São Gabriel. Quando estiver em operação, a obra garantirá mais produção e renda para a região, além de ampliar a segurança hídrica e contribuir para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos.
Com a barragem, as águas do arroio Jaguari passarão a irrigar áreas onde atualmente não chegam, ampliando a disponibilidade hídrica para a agropecuária e reduzindo perdas no campo. O reservatório formado armazenará água em períodos de estiagem e, nos dias de chuva, ajudará a conter a elevação dos rios. Assim, a estrutura reforçará a resiliência climática da região e aumentará a previsibilidade das atividades produtivas, ao evitar grandes variações no volume de água disponível ao longo do ano.
Mais de 100 mil habitantes dos municípios de São Gabriel, Lavras do Sul e Rosário do Sul serão beneficiados. Em conjunto com a Barragem Taquarembó, em construção em Dom Pedrito, o sistema atenderá ainda os 95,6 mil moradores de Cacequi e Sant’Ana do Livramento, por meio de canais.
“A conclusão da Barragem Jaguari mostra o comprometimento do atual governo com o enfrentamento das dificuldades que enchentes e secas causam ao Rio Grande do Sul. Para os produtores de São Gabriel e dos municípios vizinhos, inicia-se um novo momento de uma agricultura e uma pecuária mais fortes e mais planejadas. Haverá mais dinheiro circulando no campo e, consequentemente, na cidade”, afirma Izabel.
O investimento total na obra foi de R$ 365,7 milhões, sendo R$ 249 milhões provenientes do Tesouro do Estado e do Fundo de Recursos Hídricos (FRH-RS) e R$ 116,7 milhões da União.
Irrigação
São Gabriel é uma área de expansão agrícola: atualmente, são cultivados 137 mil hectares de soja, o que representa um crescimento de quase 50% nos últimos dez anos. Somada ao arroz, as duas culturas correspondem a mais de 90% da área colhida no município. Ambas serão amplamente beneficiadas com a irrigação proporcionada pela Barragem Jaguari. Presente em 3,5% da área agrícola do Rio Grande do Sul, esse auxílio aumenta em 3,5 vezes a produção de arroz e duas vezes a de soja.
A estrutura também contribuirá para reduzir os impactos das crises climáticas, deixando a região menos vulnerável a perdas com as enchentes e secas, decorrentes da grande variação no volume de chuvas. O reservatório permitirá regular a oferta de água ao longo do ano: reter volumes em períodos de cheias e ampliar a disponibilidade nos momentos de estiagem.
Assim, a obra enfrenta um problema recorrente. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2024, o Estado perdeu 40,6 milhões de toneladas de grãos em razão de eventos meteorológicos, considerando as principais culturas: arroz, milho, soja e trigo. No período, os produtores deixaram de faturar R$ 106,6 bilhões, enquanto a economia gaúcha deixou de movimentar R$ 319,2 bilhões em termos de PIB — montante equivalente a 49% do PIB de 2023.
Os ganhos proporcionados pela irrigação à agricultura e à pecuária estendem-se a toda a sociedade. Com mais segurança e eficiência na produção, há maior circulação de recursos pelos municípios, impactando positivamente também nas cidades, cuja economia é fortemente vinculada ao agronegócio.
“Entregar a Barragem Jaguari é possibilitar um futuro de terras mais produtivas, de maior renda para a população e de um Rio Grande do Sul mais preparado para os desafios climáticos. O governo do Estado agora é capaz de apresentar soluções para demandas históricas da população gaúcha”, afirma Izabel.
Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom