Bairros Susto
Apagão em Bento: mulher fica 40 minutos presa dentro de elevador
Problema em subestação da RGE deixou vários bairros em luz e moradora registrou momentos de angústia dentro do equipamento.
24/03/2026 12h10 Atualizada há 3 horas
Por: Marcelo Dargelio

Um apagão atingiu Bento Gonçalves na noite do último domingo (22), provocado pela explosão de um transformador na subestação da RGE, localizada no bairro Licorsul. A ocorrência, registrada por volta das 20h, interrompeu o fornecimento de energia em diversos pontos da cidade, afetando moradores de bairros como São Francisco, Borgo, Humaitá e São Roque. Além dos transtornos domésticos causados pela falta de luz, o episódio gerou situações de risco. Para a motorista particular Lise Freisleben, o apagão resultou em uma experiência de 40 minutos de confinamento e isolamento total.

Moradora do sexto andar de um edifício no bairro Humaitá, Lise estava saindo para trabalhar no momento exato da queda de energia. Com corridas já agendadas, ela utilizava o elevador para descer até o segundo andar, onde buscaria seu veículo. "Simplesmente apagou e fiquei lá. Sem reação nenhuma", relata a motorista, que ficou presa entre os andares no instante da explosão na subestação.

 
 
 
 
 
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Embora tenha recebido atendimento da zeladoria pelo botão de emergência física do elevador, as condições dentro da cabine agravaram a situação. Após cerca de 20 minutos de espera, o calor intenso começou a causar sintomas físicos. "Comecei a suar porque estava muito calor. Tive alguma vertigem ali porque estava muito quente", relembra Lise, que precisou sentar no chão da cabine para evitar um mal-estar mais grave.

O "apagão" da comunicação digital

O momento mais crítico relatado pela moradora, no entanto, foi a impossibilidade de contato com o mundo exterior. Dentro da estrutura metálica do elevador — que atua como uma "gaiola de Faraday", bloqueando ondas eletromagnéticas —, a motorista se viu em um ponto cego de sinal de celular.

"O medo principal foi eu não conseguir me comunicar com ninguém via WhatsApp, mensagem, telefone, zero", destaca.

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A motorista tentou diversas alternativas digitais sem sucesso: envio de SMS, ligações convencionais e acesso a redes sociais como Instagram e WhatsApp. "Queria pedir ajuda, avisar para buscarem as pessoas que estavam me esperando... nada. Não consegui nenhum contato", lamenta. Segundo ela, a sensação de isolamento, mesmo com um smartphone em mãos, foi a pior parte dos cerca de 40 minutos até o resgate.

O que fazer ao ficar preso no elevador

Ficar retido em um elevador exige controle emocional e conhecimento sobre como agir. Especialistas e o próprio relato do incidente reforçam orientações práticas para lidar com a situação com segurança: