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Na abertura da colheita da soja, Gabriel Souza defende irrigação e solução para dívidas dos produtores
O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (20/3), no...
20/03/2026 17h06
Por: Redação Fonte: Secom RS

O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (20/3), no município de Tupanciretã, Região Central do Estado. O ato simbólico foi realizado na Fazenda Pedras Brancas, localidade de Lajeado do Celso. O titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, acompanhou a agenda.

A soja é uma das principais culturas do Rio Grande do Sul, produzida em 435 municípios. Segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, espera-se uma produção de 19 milhões de toneladas nesta safra, com uma produtividade média de 2.871 kg/ha. Embora o volume seja 39% maior do que as 13,6 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25, representa uma redução de 11,3% em comparação com as 21,4 milhões de toneladas projetadas antes do plantio da safra.

Conforme a Emater/RS-Ascar, além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, a dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade e problemas de acesso ao crédito contribuíram para a diminuição da produção.

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“É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo", destacou Gabriel -Foto: Rodrigo Ziebell/Ascom GVG

Gabriel defendeu a aprovação do projeto de lei 5122/2023, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional e trata da securitização das dívidas. Para o vice-governador, é uma medida fundamental de apoio aos produtores gaúchos. “É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo. Não faz sentido um dos principais polos do agronegócio nacional ficar sem condições de plantar por conta do endividamento provocado por sucessivas estiagens”, argumentou. “O que defendemos é uma solução estruturante, que permita ao produtor se recuperar e seguir produzindo, porque quando a safra cai aqui, o PIB do Estado e o crescimento do país sentem imediatamente.”

Gabriel ponderou ainda que, além de resolver o passado, é preciso olhar para frente e se preparar para as novas estiagens que virão. “O Estado já criou o Programa Irriga+RS para investir em irrigação, mas precisamos dar um salto na ampliação da área irrigada, no manejo do solo e na gestão da água. Por isso, apresentamos ao governo Federal a proposta de prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande [Funrigs] para que esses recursos sejam direcionados à irrigação”, destacou. “A meta é multiplicar por cinco a área contemplada no Rio Grande do Sul, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas.”

Brum destacou esforço do governo do Estado na construção de políticas públicas -Foto: Rodrigo Ziebell/Ascom GVG

Brum também destacou o esforço do governo do Estado na construção de políticas públicas para mitigar as dificuldades dos produtores, assim como os efeitos da estiagem. Segundo ele, a irrigação é fundamental nesse processo.

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“Hoje, pouco mais de 4% da área de produção é irrigada no Estado, número ainda muito baixo. Por isso, o Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, está subvencionando 20% do valor dos projetos de irrigação, com limite de até R$ 150 mil por produtor na terceira fase do Programa Irriga+RS”, disse. “Além disso, buscamos com o governo federal a prorrogação de dívidas para que esses recursos sejam direcionados para essa finalidade, garantindo safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia, em parceria com a Emater.”

Texto: Ascom Seapi e Aline Duvoisin/Ascom GVG
Edição: Secom