O xadrez político para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul ganhou um movimento decisivo visando as eleições de 2026. O partido Progressistas (PP) confirmou oficialmente o seu apoio à candidatura de Luciano Zucco (PL) ao Palácio Piratini. A decisão fortalece o palanque da direita no Estado e representa um duro golpe nas articulações da atual gestão.
A chapa encabeçada por Zucco também contará com a forte composição do Republicanos, formando uma sólida frente de oposição estruturada. O cenário chama a atenção pelo histórico recente das siglas: tanto o PP quanto o Republicanos integraram ativamente a base aliada do governo de Eduardo Leite (PSDB) e ocuparam secretarias até o início de 2026. Também fecharam com o canddiato do PL o Podemos e o Partido Novo.
O Progressistas deve indicar quem será o vice de Zucco. Atualmente, são cotados a deputada estadual Silvana Covatti e o senador Luis Carlos Heinze. Nos bastidores, Silvana é considerada a favorita para ocupar o cargo. A partir de agora, o Progressistas entra de vez na pré-campanha de Zucco, participando inclusive da composição do plano de governo. "Os próximos passos são de criar um ambiente interno para alinhamento das expectativas, debater a composição da chapa majoritária, e participar da construção de um plano de governo."
Apesar de terem feito parte da máquina estadual ao longo de quase todo o atual mandato, as duas siglas optaram por desembarcar e não apoiar o projeto de sucessão desenhado pelo Executivo. O atual vice-governador, Gabriel Souza (MDB), era o nome defendido pelo governo para aglutinar os aliados, mas não conseguiu conter a debandada das lideranças em direção ao PL.
A saída estratégica do PP e do Republicanos esvazia drasticamente o tempo de rádio e TV da chapa de situação, além de transferir o peso de centenas de prefeituras e uma forte capilaridade no interior gaúcho para a campanha de Luciano Zucco. Agora, Gabriel Souza terá o desafio de reestruturar as alianças restantes — dependendo fortemente do MDB e do PSD — para garantir musculatura eleitoral em um cenário que se desenha altamente polarizado.