O Painel de Transparência da Crise Climática - RS , desenvolvido pelo governo gaúcho por meio do Tesouro do Estado, recebeu menção honrosa no 14º Prêmio SOF (Secretaria de Orçamento Federal), realizado pelo governo federal. A distinção ocorreu na segunda edição da categoria “Soluções em dados orçamentários” e foi entregue na semana passada.
A ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso dos cidadãos ao fluxo de receitas e despesas dos recursos públicos direcionados para ações de enfrentamento da crise meteorológica que atingiu o Estado em 2024. O painel tem a municipalização como um diferencial, apresentando – de forma transparente e de fácil acesso, por meio de um mapa interativo – as despesas e os investimentos por município e região no enfrentamento da calamidade e na reconstrução do Rio Grande do Sul.
A construção do painel, feito em parceria com a empresa que ofereceu a estrutura ao trabalho, ampliou ainda mais as informações do Plano Rio Grande e teve sua construção iniciada ainda durante a fase mais crítica das cheias. Naquele momento, mesmo sem sistemas, o Tesouro, em parceria com demais órgãos, centralizou e organizou todas as informações sobre pagamentos efetuados e doações recebidas pelo Estado. Os dados que alimentam a base são retirados dos lançamentos efetuados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual no sistema Finanças Públicas do Estado (FPE).
Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é o programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.
O painel também foi um dos temas de destaque do Qlik Connect, um dos principais eventos sobre dados, analytics e inteligência artificial (IA) do mundo, que ocorreu em Orlando, nos Estados Unidos, em maio do ano passado.
Engajamento
Para o coordenador do Programa de Inovação do Tesouro, Eduardo Lacher, a conquista do prêmio demonstra a evolução do órgão no trabalho orientado por dados. “O reconhecimento premia toda a equipe do Tesouro do Estado que, desde o início da calamidade, tomou medidas para dar transparência às ações do Estado. O engajamento das equipes fez com que chegássemos a uma ferramenta reconhecida”, destacou.
Para o chefe da Divisão de Programação e Execução Orçamentária (DPO) do Tesouro do Estado, Luiz Gustavo Antonacci, o prêmio valida o rigor na gestão dos recursos de crise. "Nossa prioridade foi garantir que cada centavo destinado à reconstrução fosse rastreável. Integrar o fluxo de doações e pagamentos em uma base centralizada garantiu a segurança necessária para a gestão pública em um momento de extrema pressão orçamentária”, explicou.
Também servidor da DPO, Wilian Hirsch ressaltou a inovação na forma de apresentar os dados. “Trabalhamos para que o cidadão não visse apenas números, mas pudesse enxergar o impacto dos recursos no seu próprio município por meio do mapa interativo. O desafio foi converter dados complexos em uma interface intuitiva, garantindo que a transparência fosse, acima de tudo, acessível e útil à sociedade”, disse.
14º Prêmio SOF
Promovido pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento (SOF/MPO) e pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em parceria com a Associação dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), o prêmio é realizado desde 2007. Desde então, consolidou-se como referência no debate técnico-científico sobre orçamento público, mantendo diálogo com professores universitários, pesquisadores, estudantes e servidores públicos engajados na construção de uma gestão pública mais eficaz, transparente e responsável.
A iniciativa busca incentivar a pesquisa e a produção científica na área de orçamento público. O objetivo é estimular a apresentação de trabalhos que ofereçam novas perspectivas, análises críticas e soluções inovadoras para os desafios enfrentados na gestão orçamentária.
Texto: Ascom Tesouro do Estado
Edição: Secom