Saúde Saúde pública
Consultório odontológico é interditado por más condições sanitárias em Bento
Equipamentos obsoletos e descarte irregular de resíduos infectocontagiantes foram algumas das irregularidades encontradas no local.
13/03/2026 17h40 Atualizada há 3 horas
Por: Marcelo Dargelio

Uma operação conjunta voltada à proteção da saúde pública resultou no fechamento de um consultório odontológico na área central de Bento Gonçalves nesta sexta-feira (13). A ação foi deflagrada pela Brigada Militar, por meio do 3º Grupo de Polícia Ambiental (Patram), com o apoio do Departamento de Vigilância Ambiental em Saúde e da Vigilância Sanitária do município.

Embora os órgãos de segurança não tenham divulgado oficialmente o endereço e a identidade do alvo da operação, o Departamento de Investigação (DI) do NB Notícias apurou com exclusividade que a interdição ocorreu no consultório do dentista Olavo Pletsch, localizado na Rua Assis Brasil, na área central da cidade.

Instrumentos não tinham a mínima condição de serem utilizados

 

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No local, as equipes de fiscalização se depararam com um cenário alarmante e condições consideradas degradantes para o atendimento a pacientes. A Vigilância Sanitária lavrou um termo de interdição imediata ao constatar o uso de equipamentos obsoletos, o descarte irregular de resíduos infectocontagiosos, insumos com o prazo de validade expirado e, o mais grave, o uso de instrumental clínico (como pinças e seringas) sem a devida esterilização.

Prisão, liberação e foco de roedores na residência

Diante do risco iminente à integridade dos pacientes, os policiais ambientais deram voz de prisão ao dentista. Ele teve seus direitos constitucionais garantidos e foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para a lavratura do flagrante. No entanto, o delegado plantonista entendeu que a situação não configurava os requisitos legais para a prisão em flagrante, liberando o profissional logo após o registro da ocorrência.

Residência do profissional também apresentava condições insalubres

 

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A operação, contudo, não se limitou ao consultório. Os agentes também realizaram diligências na residência do profissional, onde constataram o descumprimento de uma notificação prévia (emitida na última terça-feira, 10 de março).

O imóvel apresentava agravantes de insalubridade, incluindo a presença de vetores (roedores) e risco iminente de zoonoses. Segundo as autoridades, o cenário encontrado na casa configura, em tese, poluição ambiental (conforme o Artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais 9.605/98) e crime contra a saúde pública, o que será alvo de investigação por parte da Polícia Civil.