O governador Eduardo Leite apresentou, nesta terça-feira (10/3), na Expodireto, em Não-Me-Toque, o Plano Irrigação Resiliente no RS. A exposição tratou da proposta que o governador levará ao governo federal na quarta-feira (11/3), em Brasília, em reuniões com ministros para discutir alternativas de financiamento e apoio à expansão da irrigação no Estado.
Durante a apresentação, realizada ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, foram detalhadas ações voltadas à ampliação da área irrigada, à construção de infraestrutura hídrica e energética e ao estímulo à adoção de tecnologias de irrigação no campo.
No encontro, o governador destacou que compartilhar previamente a proposta com o setor produtivo é fundamental para alinhar a estratégia do Estado antes das tratativas com o governo federal. “Estamos antecipando na Expodireto o tema que levaremos amanhã a Brasília, porque queremos que essa agenda represente as necessidades reais de quem produz no campo. Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou Leite.
Desafio estrutural
O plano parte do diagnóstico de que os eventos meteorológicos extremos passaram a representar um desafio estrutural para o desenvolvimento do Estado, com impactos diretos sobre a produção agrícola, a arrecadação pública e o crescimento econômico.
A proposta apresentada prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada no Rio Grande do Sul. No cenário mais amplo, o plano projeta a criação de até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões, voltados principalmente para infraestrutura hídrica, energia e incentivos à adoção de sistemas de irrigação.
Além de reduzir a vulnerabilidade do agro às estiagens, a iniciativa também busca ampliar a produtividade agrícola, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a volatilidade econômica provocada pelas quebras de safra.
Em Brasília, Leite se reunirá com ministros para discutir mecanismos de financiamento e a construção de uma política nacional de apoio à irrigação e à adaptação climática no Estado.
"O Rio Grande do Sul precisa ter a mesma atenção da União que outras regiões do país recebem para enfrentar seus desafios climáticos. Existem políticas públicas nacionais voltadas a regiões que sofrem com eventos extremos, mas o nosso Estado, que também tem enfrentado esses fenômenos de forma cada vez mais recorrente, ainda não conta com instrumentos estruturais de apoio”, avaliou. “Dados do próprio governo federal mostram que nenhum outro Estado brasileiro perdeu tanto economicamente em função de desastres naturais quanto o Rio Grande do Sul nas últimas décadas. Por isso, estamos propondo uma agenda estruturante, baseada na ampliação da irrigação e na construção de uma política de resiliência climática – para proteger a produção, dar mais segurança ao produtor e garantir estabilidade para a economia gaúcha.”
Texto: Sue Gotardo/Secom
Edição: Secom