Rio Grande do Sul Deu ruim
Mulher é condenada a mais de 26 anos de prisão por morte de fotógrafo
Paula Caroline Rodrigues foi condenada à revelia e é considerada foragida da justiça.
10/03/2026 20h33 Atualizada há 3 horas
Por: Redação Fonte: ABCMais
Paula Caroline está com prisão preventiva decretada e é considerada foragida da justiça - Foto: Reprodução/Especial NB Notícias

O Tribunal do Júri da comarca de Canoas condenou, na noite desta terça-feira (10), Paula Caroline Ferreira Rodrigues a 26 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do fotógrafo Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos. O crime ocorreu em julho de 2015. A ré, que não compareceu ao julgamento e é considerada foragida, teve a sua prisão preventiva mantida pelo Poder Judiciário.

A nova sessão na 1ª Vara Criminal ocorreu após o Ministério Público recorrer e conseguir anular a absolvição de Paula, proferida em 2023. O conselho de sentença, formado por quatro mulheres e três homens, acatou integralmente a tese da acusação. Ela foi considerada culpada por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ao proferir a sentença, o juiz Bruno Barcellos de Almeida destacou que a ré agiu com a intenção deliberada de matar.

"Prova de amor", luxo e a tese da defesa

O crime aconteceu no dia 28 de julho de 2015, na Prainha do Paquetá, quando Gustavo foi executado com 19 tiros. Segundo o inquérito da Polícia Civil — detalhado no júri pelo delegado Marco Guns, única testemunha ouvida —, Paula serviu como "isca" para atrair o fotógrafo para uma emboscada.

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Para a promotoria, a ré planejou a morte do jovem como uma espécie de "prova de amor" exigida pelo seu então namorado, Juliano Biron, visando manter o padrão de vida luxuoso que ele lhe proporcionava. Juliano foi apontado como o autor dos disparos e já cumpre pena de 18 anos de prisão pela execução.

A defesa de Paula, liderada pelo advogado Mártin Gross, tentou convencer os jurados de que ela também era uma vítima na situação. A tese apresentada argumentava que a mulher sofria violência doméstica e foi coagida por Biron a participar do crime. O defensor afirmou que Paula estava presente na cena do homicídio, mas que não tinha a intenção ou o poder de decisão sobre o assassinato, argumento que acabou sendo rejeitado pelos jurados.