Rio Grande do Sul Deu ruim
Mulher é considerada foragida após não comparecer a julgamento
Paula Caroline Ferreira Rodrigues não foi localizada pelo Ministério Público para a audiência desta terça-feira, 10.
10/03/2026 14h19 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Júri ocorreu mesmo com a ausência de Paula Caroline - Foto: Nicole Goulart/GES/Especial NB

O Tribunal do Júri da comarca de Canoas iniciou, na manhã desta terça-feira (10), o novo julgamento de Paula Caroline Ferreira Rodrigues, acusada de envolvimento direto no assassinato de José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime, que chocou o Estado, ocorreu em julho de 2015, quando a vítima foi morta a tiros. A sessão ocorre sem a presença da ré, que é considerada foragida da Justiça após não ser localizada pelo Ministério Público para a audiência.

O júri popular, presidido pelo juiz Bruno Barcellos de Almeida, titular da 1ª Vara Criminal, havia sido adiado em março devido a problemas de saúde do magistrado. Os procedimentos oficiais desta terça-feira começaram às 9h com a escolha do conselho de sentença. Por volta das 10h30, a primeira testemunha de acusação foi ouvida: o delegado Marco Guns, responsável pela investigação na época. Em seu depoimento, o policial detalhou os elementos que indicam a autoria do homicídio, reforçando aos jurados a tese de que a execução foi "milimetricamente pensada".

Emboscada, acusação e nova defesa

A banca de acusação é liderada pelas promotoras de Justiça Daniela Fistarol e Rafaela Hias Moreira Huerg, que têm o objetivo de reverter a decisão do julgamento de 2023, quando Paula chegou a ser absolvida. O Ministério Público sustenta que o crime foi friamente premeditado e que a ré desempenhou um papel crucial. O promotor Marcelo Tubino também destacou que a vítima foi atraída para uma "emboscada" por Paula e que as provas técnicas sobre a sua participação são contundentes. Para a promotoria, a ausência da acusada no Foro de Canoas é uma clara tentativa de se furtar da aplicação da lei.

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O novo julgamento também é marcado por mudanças na bancada de defesa. Com a saída do advogado Rodrigo Schmitt, os defensores dativos Martin Mustchall Gross e Felipe Decio Trelles assumiram o caso. Gross ressaltou a alta complexidade do processo e garantiu que, mesmo sem o depoimento presencial da ré, a defesa apresentará a sua versão dos fatos aos jurados.

O julgamento prossegue ao longo do dia no Foro de Canoas, com a expectativa de apresentação de novas evidências e debates acalorados entre acusação e defesa antes da sentença final.