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Março Lilás reforça importância da prevenção e da vacinação contra o HPV
O Março Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de colo do útero, reforça a importância do diagnóstico precoc...
10/03/2026 13h06
Por: Redação Fonte: Secom RS

O Março Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de colo do útero, reforça a importância do diagnóstico precoce e da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) – principal forma de evitar o desenvolvimento da doença. A recomendação busca alertar mulheres e famílias sobre cuidados essenciais, já que esse é um dos tipos de câncer que mais afetam a população feminina no Brasil.

No Rio Grande do Sul, a situação exige atenção. Em 2024, ano mais recente com dados consolidados, o Estado registrou o 4º maior número de novos casos de câncer de colo do útero no país, segundo dados do Painel Oncologia, do Ministério da Saúde . O câncer se desenvolve na região inferior do útero, chamada colo, e tem como principal causa a infecção pelo HPV, transmitido principalmente por contato sexual.

Vacinação: proteção segura e disponível pelo SUS

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A vacina contra o HPV é a principal estratégia para evitar o câncer de colo do útero e outros tipos de tumores, como os que acometem ânus, pênis, boca e orofaringe. No calendário nacional de vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante quadrivalente – que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus – é oferecido gratuitamente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

De forma excepcional, até junho deste ano, a imunização foi ampliada também para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada. Para a aplicação, basta procurar uma unidade básica de saúde com documento de identificação.

A vacina também está disponível para pessoas de 9 a 45 anos que tenham condições especiais, como indivíduos vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e portadores de papilomatose respiratória recorrente.

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Aumento na cobertura vacinal

Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul tem registrado um crescimento da procura pela vacina contra o HPV. Esse avanço está relacionado a ações de incentivo promovidas pela Secretaria da Saúde (SES), entre elas o selo Município Amigo da Vacina, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o qual reconhece e estimula iniciativas locais para ampliar a cobertura vacinal.

Outra estratégia importante é o Programa Imuniza Escola RS, criado em 2024, que busca recuperar as altas coberturas vacinais entre crianças e adolescentes por meio da mobilização de escolas e equipes de saúde para a promoção ativa da vacinação.

Para o público de 9 a 14 anos, a meta de cobertura da vacinação contra o HPV é de 90%. Contudo, esse índice ainda segue abaixo do que é preconizado entre o público masculino, tendo sido alcançado em 2025 entre as meninas.

Situação do câncer de colo do útero no RS

Casos e óbitos

Faixas etárias mais acometidas em 2024 (idade no diagnóstico)

O câncer do colo do útero aparece como o 8º tipo mais frequente entre mulheres gaúchas, com 1.426 registros em 2024, entre um total de 36.317 casos de câncer em mulheres no Estado.

HPV: o que é e como se prevenir

O HPV é um vírus de transmissão sexual que infecta pele e mucosas, podendo causar verrugas e, em alguns casos, evoluir para lesões precursoras de câncer. Muitos portadores não apresentam sintomas, mas ainda assim podem transmitir o vírus.

Embora a infecção inicial seja silenciosa, sintomas podem surgir em fases mais avançadas, como:

A prevenção envolve três pilares:

Ainda em 2026, deverá ser incorporado pelo SUS em todo o país um novo teste molecular para detecção de HPV oncogênico, destinado ao rastreamento do câncer de colo do útero. Mais sensível e preciso, o novo método permitirá ampliar o intervalo do rastreamento para até cinco anos, aumentando a efetividade da prevenção e reduzindo custos para o sistema de saúde.

Desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fiocruz, o exame de DNA-HPV substituirá o tradicional teste citopatológico (papanicolau) como método de triagem inicial, o qual permanecerá indicado apenas para a confirmação dos casos em que o teste molecular apresentar resultado positivo.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom