O governo estadual já investiu, por meio do Programa Avançar Mais na Saúde, R$ 401,3 milhões em equipamentos para a melhoria da estrutura dos hospitais e o atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, executada pela Secretaria da Saúde (SES), visa qualificar a rede hospitalar do Rio Grande do Sul.
O investimento do programa na rede já soma R$ 920 milhões, incluindo os recursos para obras nos hospitais, de R$ 518,9 milhões. No total, o Avançar Mais na Saúde assegurou recursos de R$ 1,2 bilhão para a rede de saúde do Estado, com aportes também em atenção básica, atenção farmacêutica e infraestrutura das secretarias municipais de saúde.
Além do reforço na estrutura – com a construção, reforma e ampliação de espaços nos prédios – o Avançar foi fundamental para modernizar os equipamentos de diagnóstico e de tratamento dos hospitais.
Com recursos do programa, já foram adquiridos:
Outros 158 equipamentos de hemodiálise reforçaram o tratamento de pacientes em 14 municípios, evitando, em várias situações, que tivessem de se deslocar para outra cidade.
Foi o que aconteceu no setor de hemodiálise da Santa Casa de Santa Vitória do Palmar, na Região Sul. A aquisição dos equipamentos necessários foi viabilizada por meio de um repasse de R$ 1 milhão do governo. Antes da implantação do serviço, pacientes da região com doenças renais crônicas – especialmente aqueles que dependem de tratamento contínuo – precisavam se deslocar até 480 quilômetros, entre ida e volta, para realizar o procedimento. Agora, são atendidos na própria cidade.
Avanços na correção da escoliose infanto-juvenil
Um dos objetivos do programa é promover a inovação. É o caso de um investimento de R$ 555,5 mil reais no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo. Com os recursos, foi comprada e instalada uma mesa com suportes para cirurgias de deformidades da coluna vertebral em crianças. O equipamento é o único no Rio Grande do Sul utilizado nesse tipo de cirurgia (há somente três no país).
“É a melhor mesa que existe em nível mundial”, explica o cirurgião ortopédico Luís Gustavo Calieron, responsável pelo Serviço de Escoliose do HSVP. “A estrutura foi elaborada para facilitar a correção da escoliose. Como é feita de carbono, a colocação dos parafusos fica muito mais fácil e rápida porque não tem o metal das mesas tradicionais. Além disso, como a mesa é feita para todos os tipos de deformidade, ajuda no posicionamento do paciente, deixando o abdômen totalmente livre.”
Entre as vantagens possibilitadas pelo novo equipamento, estão:
Desde a primeira operação, em 29 de agosto do ano passado, foram realizadas 34 cirurgias para corrigir deformidades complexas de coluna de crianças e adolescentes.
Nos casos mais graves, de escoliose neuromuscular, crianças e adolescentes não conseguem sequer se sentar, passando a maior parte do tempo deitadas. A cirurgia possibilita a correção da coluna vertebral para que possam ter uma vida normal dentro das condições que os afetam. “O paciente pode ficar sentado e passa a ver o mundo de frente. É uma diferença enorme. É a vida de uma pessoa que começa”, acrescenta Calieron.
“Conseguimos realizar a cirurgia em bem menos tempo. Antes, fazíamos uma por semana; com a mesa, se o caso não é grave, realizamos duas por dia pelas facilidades oferecidas”, conta ainda Calieron. O HSVP é referência para todo o Estado nesse tipo de cirurgia.
Modernização tecnológica
O Avançar também possibilitou aos hospitais regionais a atualização tecnológica, além da reforma do espaço, com ganhos de atendimento e mais conforto e cuidado para os pacientes. No Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, após um investimento de R$ 621 mil por meio do programa na modernização da unidade pediátrica, foram instalados novos equipamentos no espaço.
“Antes, era um ambiente precário em um prédio de 50 anos e com equipamentos antigos. Hoje, temos mais segurança e conforto para os pacientes pediátricos, com leitos de internação e também de isolamento, tendo em vista a alta demanda em pacientes com síndromes respiratórias”, explica a presidente da instituição, Mirna Braucks.
Com o investimento de R$ 16,2 milhões do Avançar no hospital, também foram substituídos os monitores multiparâmetros e as camas da unidade de tratamento intensivo (UTI). Além disso, foi instalada uma central de monitoramento dos pacientes em estado crítico – o que proporciona mais segurança.
Já o centro cirúrgico recebeu microscópios, mesa, foco de teto, laser para vasectomias, torre de vídeo para cirurgias bariátricas, equipamentos para cirurgias de catarata e aparelho de anestesia, entre outros. O hospital é referência em cirurgias de média e alta complexidade para todos os municípios da 2ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), realizando em média de 300 a 400 procedimentos cirúrgicos por mês.
O médico neurocirurgião do Santo Antônio, Herrison Duarte, que atua há três anos na instituição, sentiu no cotidiano os benefícios das aquisições. “Com os equipamentos de última geração, conseguimos atuar de forma mais precisa, eficaz e em tempo oportuno – e isso salva vidas”, destaca.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom