Economia Negócios
Sistema de consórcios continua em alta no início de 2026
Em janeiro, participantes ativos batem recorde histórico e atingem 12,78 milhões, enquanto adesões somam 476,85 mil com negócios totalizando mais d...
25/02/2026 11h33
Por: Redação Fonte: Agência Dino

No primeiro mês deste ano, o sistema de consórcios apresentou resultados positivos quando comparados aos de janeiro de 2025. A exemplo de meses anteriores, a modalidade seguiu quebrando alguns recordes nos indicadores nacionais e setoriais. Ao comprovar que a escolha do brasileiro continua ratificando sua crescente confiança, o consórcio provou também sua importância nos segmentos produtivos.

O aumento nas vendas de cotas em diversos segmentos, bem como eventuais retrações em outros, sinalizam características comuns em início de ano, em razão do número de dias úteis, férias etc., todavia, ao atingir 12,78 milhões de participantes ativos, em janeiro, o sistema bateu novo recorde histórico e registrou alta de 12,4% sobre os 11,37 milhões alcançados no mesmo mês do ano passado.

As 476,85 mil adesões, totalizadas neste início de ano, superaram em 12,9% as 422,33 mil de um ano atrás. Os decorrentes créditos comercializados somaram pouco mais de R$ 43,15 bilhões, 23,7% acima dos R$ 34,89 bilhões de 2025.

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A maior presença do consórcio na economia é resultado da busca do consumidor em aplicar e ampliar o conhecimento sobre a essência da educação financeira, na qual o planejamento é o principal fundamento.

Em crescimento, o número de 12,78 milhões de consorciados ativos é 55,7% maior que os 8,21 milhões registrados em janeiro de 2022. No período, pouco mais de quatro anos, foram anotados 48 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.

Simultaneamente, os consorciados contemplados, quando os créditos podem ser transformados em bens e serviços, chegaram a 164,44 mil, em janeiro, 2,8% menor que os 169,17 mil do mesmo mês do ano passado. Os créditos concedidos totalizaram R$ 11,22 bilhões, potencialmente injetados na economia, 8,0% superior aos R$ 10,39 bilhões passados.

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O tíquete médio de janeiro foi de R$ 90,49 mil. Houve alta de 9,5% sobre o do mesmo mês de 2025, que na ocasião apontou R$ 82,61 mil.

"No primeiro mês do ano, observamos que as oscilações comuns neste período atingiram alguns segmentos, contudo, no cômputo geral, a maioria dos indicadores obteve resultados positivos, evidenciando a continuidade do crescimento do consórcio. Um dos destaques foi o crescimento do número de consorciados, apoiado principalmente no maior conhecimento da essência da educação financeira. Com planejamento, os participantes vêm conquistando seus objetivos pessoais, evolução patrimonial, melhoria da qualidade de vida, entre outros", afirma Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

"Distante do imediatismo de resultados, o sistema de consórcios se contrapõe e está cada vez mais presente na cultura financeira do brasileiro. Por consequência, tem contribuído diretamente para o controle das finanças pessoais de forma responsável e consciente, com a tranquilidade que as decisões equilibradas proporcionam", complementa Rossi.

Vendas de cotas: recorde de janeiro nos últimos dez anos

No total das vendas, 476,85 mil, a distribuição por segmento ficou assim: 182,04 mil de veículos leves; 133,20 mil de motocicletas; 122,41 mil de imóveis; 20,67 mil de eletroeletrônicos; 12,98 mil de veículos pesados, e 5,55 mil de serviços.

Percentualmente, nos seis segmentos, cinco registraram alta nos acumulados de comercializações: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 68,0%; serviços, com 25,9%; imóveis, com 22,4%; motocicletas, com 10,6%; e veículos leves, com 6,8%. Somente um apontou retração: veículos pesados, com (-11,6%).

Contemplações

Em janeiro, as 164,44 mil contemplações incluíram: 68,95 mil de veículos leves; 61,34 mil de motocicletas; 15,85 mil de imóveis; 8,03 mil de veículos pesados; 6,78 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 3,50 mil de serviços.

Participantes ativos: recorde histórico em janeiro

A presença de consorciados ativos em cada segmento esteve assim distribuída: 41,9% nos veículos leves; 25,4% nas motocicletas; 22,2% nos imóveis; 7,2% nos veículos pesados; 2,3% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.

Em cada segmento no qual o consórcio está presente, dos 12,78 milhões de participantes ativos, o total ficou assim dividido: 5,35 milhões em veículos leves; 3,24 milhões em motocicletas; 2,84 milhões em imóveis; 923,68 mil em veículos pesados; 301,16 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 131,74 mil em serviços.

Tíquete médio em cinco anos

Ao analisar o desempenho dos tíquetes nos meses de janeiro nos intervalos dos últimos cinco anos, observou-se valorização nominal de 50,1% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 21,4% do período, na relação da diferença de R$ 60,30 mil, de janeiro de 2022, para R$ 90,49 mil, no mesmo mês de 2026, houve elevação real de 23,6%.

A importância dos consórcios na cadeia produtiva

O sistema de consórcios tem sido a alternativa mais simples e econômica para o consumidor viabilizar seus objetivos de consumo com planejamento e economia. No mês de janeiro, a potencial presença foi de um a cada dois veículos leves vendidos no país.

Presente em outros setores, como o das duas rodas, o mecanismo também evoluiu. No primeiro mês de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.

No campo dos veículos pesados, a modalidade sinalizou também um a cada três caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.

Ao resumir a participação das contemplações do consórcio, no mês de janeiro, pode-se conferir os mais de R$ 11,22 bilhões potencialmente disponibilizados ao mercado. O sistema atingiu 42,4% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 34,4% de possível participação, e no de veículos pesados, a relação para caminhões foi de 34,0%, no período.

No segmento imobiliário, durante os doze meses de 2025, as contemplações representaram potenciais 24,1% de participação no total de 603,07 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada quatro comercializados.