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Hemorroidas: Tratamento evolui com técnicas bem menos invasivas
Ligadura elástica, THD e laser reduzem dor, sangramento e tempo de recuperação.
24/02/2026 16h49 Atualizada há 1 hora
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A doença hemorroidária (DH) ocorre quando as hemorroidas, veias localizadas ao redor do ânus e no reto, se inflamam ou dilatam, provocando sintomas como coceira, dor, sangramento e ardor durante a evacuação. A condição pode ser interna, quando as veias permanecem dentro do ânus, ou externa, quando formam pequenas protuberâncias na borda anal.

O tratamento da DH inclui técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, como ligadura elástica, laqueação das artérias hemorroidárias guiada por doppler e associada à mucopexia (LAH-GD+MP, ou desarterialização hemorroidária transanal – THD), além do uso de laser, como reitera o documento da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia.

Dr. Rodrigo Barbosa, médico e cirurgião do aparelho digestivo, especialista no tratamento da doença hemorroidária, com atuação em coloproctologia e no tratamento cirúrgico da DH  por técnicas minimamente invasivas no Instituto Medicina em Foco, destaca que, nas últimas duas décadas, houve uma mudança importante no tratamento cirúrgico da doença.

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"A transição de abordagens exclusivamente excisionais para técnicas que priorizam a preservação anatômica, menor trauma tecidual e recuperação mais rápida, como a ligadura elástica, a desarterialização hemorroidária transanal (THD) e o uso do laser, que passaram a ocupar papel central, sobretudo em pacientes selecionados", conta o cirurgião.

De acordo com o coloproctologista especialista em hemorróidas, esses avanços impactam a qualidade de vida tanto no curto prazo — reduzindo dor pós-operatória, tempo de afastamento das atividades e complicações associadas às cirurgias tradicionais —, quanto no longo prazo — bom controle dos sintomas, melhora significativa da qualidade de vida e redução da necessidade de procedimentos mais agressivos.

A definição da técnica mais adequada deve ser feita por um especialista em doença hemorroidária, considerando o grau da doença, os sintomas predominantes e o perfil clínico do paciente, especialmente nas hemorroidas grau IV, com prolapso volumoso, fibrose ou trombose recorrente. Já as técnicas minimamente invasivas são preferidas nos estágios iniciais e intermediários da doença, com foco no controle de sintomas como sangramento e prolapso, com menor agressão cirúrgica.

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"O grau da doença hemorroidária é um dos principais fatores na escolha do tratamento. A evolução das técnicas cirúrgicas ampliou o arsenal terapêutico e permitiu abordagens mais personalizadas, seguras e eficazes. Nenhuma técnica é universal, e o sucesso depende de avaliação individualizada, indicação correta e acompanhamento adequado", orienta o especialista.

Especialista em doença hemorroidária

A condução adequada da doença hemorroidária exige avaliação criteriosa, conhecimento das diferentes técnicas disponíveis e experiência na indicação individualizada de cada abordagem. "O acompanhamento com um especialista em doença hemorroidária permite definir a melhor estratégia terapêutica conforme o grau da doença, os sintomas predominantes e o perfil clínico do paciente, priorizando controle eficaz dos sintomas, menor agressão cirúrgica e recuperação mais rápida", explica Dr. Rodrigo Barbosa.

Abordagens terapêuticas

A ligadura elástica consiste na aplicação de pequenos anéis de borracha na base da hemorroida interna, interrompendo seu suprimento sanguíneo. Com isso, ocorre necrose controlada do tecido, que é eliminado espontaneamente após alguns dias. A técnica costuma ser indicada principalmente para hemorroidas internas grau I e II, e em alguns casos selecionados de grau III.

"Trata-se de um procedimento ambulatorial, seguro e eficaz para hemorroidas internas de baixo grau, com taxas de controle de sintomas elevadas quando bem indicada", acrescenta o Dr. Rodrigo Barbosa.

O cirurgião explica que a Transanal Hemorrhoidal Dearterialization (THD, ou Desarterialização Hemorroidária Transanal, em português) utiliza Doppler para identificar e ligar as artérias responsáveis pela irrigação das hemorroidas, reduzindo o fluxo sanguíneo e, consequentemente, o volume e o sangramento. Segundo ele, em muitos casos, a técnica é associada a pexia — reposicionamento — da mucosa para correção do prolapso.

"A THD apresenta melhores resultados nos estágios intermediários da doença, especialmente nas hemorroidas grau II e III, quando o sintoma predominante é o sangramento associado ao prolapso, e apresenta bons resultados funcionais e menor dor pós-operatória", revela o médico.

Para o Dr. Rodrigo Barbosa, o laser é outra tecnologia minimamente invasiva que pode ser utilizado como alternativa ou complemento em diferentes graus, dependendo da técnica empregada e do perfil do paciente. A ferramenta atua promovendo coagulação e retração do tecido hemorroidário por meio de energia térmica controlada.

"Dependendo da técnica, pode ser utilizado para tratar hemorróidas internas ou externas, isoladamente ou em associação a outros métodos. Entre os benefícios estão menor sangramento intraoperatório e menor agressão aos tecidos adjacentes, embora a indicação deva ser criteriosa e baseada em evidências e experiência do cirurgião", ressalta o especialista.