Um importante passo para a causa animal e a saúde pública foi dado na nossa região. Nesta segunda-feira (23), teve início o mutirão de castração de cães e gatos no município. A ação é uma parceria inédita entre a Prefeitura de Bento Gonçalves, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).
A expectativa é que, até o dia 27 de fevereiro, sejam efetuados mais de 200 procedimentos cirúrgicos na unidade móvel. Além disso, outras 40 fêmeas serão atendidas diretamente em clínicas credenciadas da cidade.
A Capital do Vinho é o primeiro município do Rio Grande do Sul a receber o Castramóvel por meio deste formato de consórcio. O veículo itinerante, operado pela empresa Castramóvel Brasil (de Curitiba, Paraná), percorrerá posteriormente outras 25 cidades da Serra Gaúcha, sendo Fagundes Varela o próximo destino.
O secretário de Meio Ambiente de Bento Gonçalves, Volnei Tesser, acompanhou o início dos trabalhos e destacou o marco histórico para a sustentabilidade e o bem-estar animal. Ele lembrou que, apenas no ano de 2025, o município já havia realizado cerca de 800 castrações. "Com mais essa ação evitamos a superpopulação e controle de zoonoses e doenças que afetam nossos bichinhos e, por extensão, as pessoas", explicou o secretário,.
A diretora-geral da Sema, Fernanda Leite, também esteve presente na estreia e celebrou a iniciativa ética para reduzir o abandono. "É uma vitória para todos. Estamos muito otimistas de que vai ter continuidade e que outros lugares possam copiar a ideia", comentou.
A médica veterinária responsável, Jesscia Metz, ressaltou a importância médica do procedimento para o controle populacional e sanitário. Ela alertou que um macho pode acasalar com uma fêmea até 200 vezes em um curto período, tornando a cirurgia o método preventivo mais eficaz para evitar animais nas ruas. "Melhora a qualidade de vida para os animais assim como para as pessoas que convivem", destacou a veterinária.
Para garantir a recuperação adequada dos pets, após a liberação cirúrgica, os tutores recebem a receita médica com a doação integral dos remédios e do colar elisabetano (que protege os pontos).
A moradora do bairro Fátima, Gislaine da Rocha, foi uma das beneficiadas e levou seu gato resgatado, Musafa, para a cirurgia. Tutora de outros cinco felinos, ela demonstrou consciência sobre o procedimento: "Fico mais tranquila, pois eles ficam mais calmos, não brigam tanto com outros gatos, fica menos agressivo. É para não ter mais bichinhos sofrendo na rua".
Vale ressaltar que os animais contemplados nesta etapa do mutirão de castração já estavam cadastrados na fila oficial da Secretaria do Meio Ambiente e os tutores foram previamente contatados pela equipe responsável.