Rio Grande do Sul Violência sem fim
18º Feminicídio no RS: Mulher é morta por companheiro que saiu da prisão
Corpo de vítima de 47 anos foi encontraod sem vida dentro de casa na manhã deste domingo, 22.
22/02/2026 22h41
Por: Marcelo Dargelio
Após companheiro ter sido preso por violência doméstica, vítima o aceitou em casa de volta - Foto: Polícia Civil/ESpecial NB

A violência contra a mulher faz mais uma vítima fatal no Estado. A Polícia Civil investiga o 18º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul apenas nos dois primeiros meses de 2026. Glai Maria da Costa Conceição, de 47 anos, foi encontrada morta dentro de sua própria casa na localidade de São Simão, área rural de Mostardas, no Litoral Norte gaúcho. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, que está foragido.

Como ocorreu o feminicídio no Litoral Norte

A Brigada Militar foi acionada no fim de semana após um familiar desconfiar da situação e relatar indícios de crime na residência do casal, localizada às margens da rodovia RSC-101, no km 235.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Glai Maria já sem vida, deitada sobre a cama e com diversos hematomas pelo corpo. A área foi imediatamente isolada para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

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Segundo as investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o crime teria ocorrido entre a noite de sexta-feira (20) e a madrugada de sábado (21). A suspeita inicial dos peritos é de que a vítima tenha sido morta por asfixia, mas a confirmação oficial ainda depende da conclusão dos laudos periciais.

Histórico de violência, medida protetiva e suspeito foragido

O principal suspeito do crime foi identificado como Cladimilson Dutra de Lima, de 36 anos, companheiro de Glai. Após o assassinato, ele fugiu do local e é considerado foragido da Justiça. A motivação exata do crime ainda está sendo apurada pelas autoridades.

O histórico do casal já era marcado por graves episódios de violência doméstica. Cladimilson havia sido preso no segundo semestre de 2025 pelo crime de lesão corporal contra a própria companheira. Na época, a polícia solicitou medidas protetivas de urgência para resguardar a vítima.

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Contudo, dias após a denúncia, Glai procurou a delegacia com a intenção de retirar a proteção — um pedido que não pode ser aceito diretamente na esfera policial, dependendo de análise do Poder Judiciário.

A ordem de prisão contra Cladimilson foi mantida até o início de fevereiro de 2026, quando ele foi colocado em liberdade. Conforme a investigação policial, logo após o suspeito ser solto do sistema prisional, o casal teria retomado o relacionamento e voltado a morar sob o mesmo teto, o que culminou nesta trágica estatística de feminicídio no RS.