Prevenção, proximidade e proteção são palavras que vão ditar o samba-enredo da segurança pública neste Carnaval. Com planejamento, campanhas e reforço de policiamento, as forças policiais têm como objetivo deixar ainda mais seguros os momentos de diversão, especialmente de grupos vulneráveis, como mulheres e crianças.
Proteção aos grupos vulneráveis
Desde o começo do mês, a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), iniciou a operação Carnaval Seguro. O objetivo é intensificar ações preventivas e repressivas no enfrentamento à violência doméstica, familiar e contra a mulher, assegurando que as pessoas possam vivenciar o período com segurança, dignidade e paz.
Ao longo de fevereiro, as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) vêm reforçando seu atendimento, com aumento de diligências, prisões e ações integradas com a rede de proteção, além de orientações e acolhimento às vítimas. A operação segue até o fim das festividades, no dia 18 de fevereiro.
Prisão para 45 agressores
O Diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira, comentou sobre a operação: "Até o final da tarde de quinta-feira (12/2), 45 agressores foram presos no contexto da operação Carnaval Seguro. O objetivo é intensificar as ações repressivas, como também as preventivas nesse período. Estaremos com equipes em locais de aglomeração em Porto Alegre e na Região Metropolitana, com equipes de pronto atendimento para responder aos casos de violência contra os grupos vulneráveis. Estaremos fortemente atentos para reduzir a violência contra a mulher e evitar feminicídios", disse.
Polícia de proximidade
Durante as festividades, a Brigada Militar vai reforçar o efetivo e a presença ostensiva nas ruas, apostando na aproximação com a comunidade. O policiamento a pé, em especial, será intensificado para garantir a proteção dos foliões, em especial dos grupos vulneráveis.
“Nesta Operação Carnaval, a Brigada Militar organizou seu planejamento com foco na prevenção, atuando junto aos organizadores de eventos em todo o Rio Grande do Sul para antecipar problemas que se repetem todos os anos. Nosso foco é a segurança do folião e de todas as pessoas que circulam nos locais de festas e desfiles", afirmou o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Douglas da Rosa Soares.
Todo pedido de ajuda deve ser levado a sério
A proteção às mulheres e o enfrentamento à violência de gênero também estão em pauta. O coordenador operacional da Operação Carnaval 2026, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, enfatiza que assédio não é brincadeira e não faz parte da festa. “Todo pedido de ajuda, seja explícito ou silencioso, deve ser levado a sério. A Brigada Militar está preparada para acolher, proteger e agir com firmeza. Carnaval é tempo de alegria, e não de violência”, salientou.
Responsabilidade coletiva
As forças de segurança estão comprometidas com a proteção dos foliões neste carnaval. Porém, o cidadão também pode ajudar. Se você presenciar casos de assédio, importunação sexual ou qualquer forma de violência, denuncie. Procure a força policial mais próxima ou os canais de denúncia.
Além disso, fique atento aos sinais silenciosos de socorro, que podem ser decisivos em situações de risco. Um deles é o Sinal Internacional de Socorro com a Mão. Trata-se de um gesto discreto, que pode ser feito sem chamar a atenção do agressor.
Texto: Leonardo Fister e Dulce Mazer
Edição: Secom