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Empresas enfrentam regras mais rígidas no WhatsApp; compliance vira prioridade
Mudanças nas políticas de uso do WhatsApp Business em 2026 aumentam a responsabilidade das empresas na comunicação com clientes, exigindo maior con...
29/01/2026 13h06
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O WhatsApp, um dos principais canais de comunicação corporativa no Brasil e no mundo, vem ajustando as políticas que regem o uso de sua plataforma por empresas com foco em mensageria, atendimento e automação. A Meta, responsável pelo aplicativo, atualizou os termos de uso do WhatsApp Business API para reforçar limitações específicas sobre o uso de assistentes baseados em inteligência artificial (IA) de propósito geral, uma mudança que foi planejada para entrar em vigor em 15 de janeiro de 2026.

A política oficial de mensagens da Meta, que define o que é permitido nos serviços empresariais do WhatsApp, já especifica proibições claras relacionadas à promoção de conteúdo ilegal ou uso indevido da plataforma, e ressalta que as empresas que utilizam o serviço devem cumprir integralmente essas diretrizes para evitar sanções como bloqueios ou restrições de conta.

Para Sandro Wegner, CEO da Native, o movimento não deve ser interpretado como uma limitação isolada, mas como parte de um processo de amadurecimento do uso corporativo dos canais digitais.

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"A plataforma deixou claro que não se trata apenas de tecnologia, mas de responsabilidade. Empresas que utilizam o WhatsApp precisam compreender que comunicação em escala exige regras, processos e governança", afirma.

Segundo o executivo, o contexto mais amplo de uso dos canais digitais também contribui para esse cenário de maior rigor.

"Em períodos sensíveis, como ciclos eleitorais, as plataformas tendem a intensificar a vigilância sobre a mensageria, especialmente para coibir disparos em massa e a disseminação de desinformação. Mesmo que as regras não sejam criadas exclusivamente por causa das eleições, esse ambiente de maior responsabilização impacta diretamente a forma como as empresas estruturam o uso de automações e canais digitais", analisa.

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Esse cenário, entende Wegner, tem reflexos diretos nas operações de relacionamento com clientes.

"A integração entre diferentes canais de comunicação, como mensagens, voz e atendimento humano, passa a exigir maior organização e controle. Sistemas tradicionais de telefonia corporativa, como soluções de PABX, por exemplo, continuam inseridos nesse ecossistema, agora conectados a plataformas digitais e fluxos de atendimento mais complexos", declara, para, em seguida, emendar:

"Nesse contexto, a gestão de atendimento assume papel central ao definir critérios de encaminhamento, registro de interações e uso adequado de automações. A inteligência artificial, por sua vez, segue sendo utilizada de forma complementar, apoiando tarefas como triagem inicial, categorização de demandas e organização de fluxos, desde que respeite as diretrizes estabelecidas pelas plataformas".

Segundo Wegner, o principal desafio das empresas nos próximos anos será equilibrar eficiência operacional e conformidade.

"A tendência observada para 2026 aponta para um ambiente em que empresas precisam adotar estruturas mais robustas de governança digital, combinando automação, IA e atendimento humano dentro de limites bem definidos. Nesse cenário, a conformidade com as regras das plataformas deixa de ser apenas uma exigência técnica e passa a integrar o planejamento estratégico das organizações", encerra.