Brasil Susto
Raio deixa cerca de 30 feridos durante final de caminhada de Nikolas Ferreira
Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos oito pessoas sofreram ferimentos mais graves.
25/01/2026 16h04 Atualizada há 3 horas
Por: Marcelo Dargelio
Dezenas de pessoas precisaram de atendimento no hospital - Foto: Ed Alves/CB/DA Press/Especial

Cerca de 30 pessoas precisaram ser encaminhadas a hospitais após serem atingidas por um raio durante o encerramento de uma caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) neste domingo (25), em Brasília. O incidente ocorreu nas imediações do Memorial JK, em meio às fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal ao longo do dia.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, 72 pessoas receberam algum tipo de atendimento no local. Deste total, 30 vítimas foram levadas a unidades hospitalares, sendo que oito apresentaram quadro considerado grave ou instável. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram equipes de resgate prestando socorro aos feridos no Eixo Monumental.

Ato político e condições climáticas adversas

Os manifestantes aguardavam o desfecho da caminhada promovida por Nikolas Ferreira, que teve caráter simbólico e político. O grupo percorreu cerca de 240 quilômetros, partindo de Paracatu, em Minas Gerais, e encerrou o trajeto na Praça do Cruzeiro, a aproximadamente seis quilômetros do Palácio do Planalto. A área foi cercada por grades e contou com reforço no policiamento.

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Deputado Nikolas Ferreira foi ovacionado por uma multidão que o esperava em Brasília - Foto: Claudio Santos/Fotoarena/Especial

 

A mobilização reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda após condenação por tentativa de golpe de Estado. Entre as pautas defendidas pelos manifestantes está a derrubada, pelo Congresso, dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria, que trata da redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Reforço de segurança e manifestações de apoio

A manifestação ocorreu sob reforço do policiamento do Distrito Federal. Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado a proibição de protestos em frente ao complexo da Papuda, autorizando a retirada imediata de manifestantes em caso de descumprimento.

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O ato contou com apoio público de lideranças políticas. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de um momento de oração com o deputado na manhã de domingo e declarou apoio nas redes sociais. O senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também manifestaram apoio à mobilização. Outros parlamentares, como André Fernandes e Gustavo Gayer, se juntaram ao trajeto em diferentes trechos.

Investigação e alerta

Até o momento, não há registro de mortes, mas o Corpo de Bombeiros segue monitorando o estado de saúde das vítimas hospitalizadas. As autoridades reforçaram o alerta sobre riscos de aglomerações ao ar livre durante tempestades, especialmente em áreas abertas como o Eixo Monumental.

O episódio acrescenta um elemento de gravidade a um ato político já cercado de tensão institucional, levantando questionamentos sobre protocolos de segurança em manifestações de grande porte sob condições climáticas adversas.