Na madrugada do dia **15 de janeiro**, um trágico incidente ocorreu na zona rural de **Pelotas**, onde o agricultor **Marcos Nörnberg**, de 48 anos, foi **morto a tiros** por policiais da **Brigada Militar** durante uma operação. O caso, que está gerando debates acalorados e **comunidade em luto**, ocorrerá quando a viúva de Marcos, **Raquel Nörnberg**, for ouvida pela **Polícia Civil** na tarde desta segunda-feira.
De acordo com o relato de Raquel, o casal estava dormindo em sua residência quando, por volta das 3 horas da madrugada, escutaram barulhos estranhos no pátio. Temendo um **assalto**, Marcos teria buscado uma arma que mantinha na casa. Após esse momento, Raquel declarou ter ouvido **gritos** e, em seguida, os disparos, que resultaram na morte de seu marido dentro da própria casa. A viúva defende que **Marcos** não teve a chance de sair para fora e que ele foi **alvejado** em sua casa, contradizendo a versão da polícia, que alega que o agricultor atirou contra os agentes.
O advogado da família, **Marcelo Moura**, confirmou que o depoimento da viúva estava originalmente agendado para a sexta-feira, dia do sepultamento de Marcos, mas foi remarcado para hoje. Além de Raquel, outras testemunhas podem ser ouvidas durante as investigações, que se aprofundam no que o comandante-geral da Brigada Militar, **Cláudio Feoli**, classificou como um **“grande equívoco”** na operação. Os 18 policiais envolvidos foram afastados enquanto a situação é apurada.
O sepultamento de Marcos aconteceu na manhã da última sexta-feira no **Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula**, em Pelotas, e foi marcado por uma intensa comoção da comunidade local. O velório ocorreu com o caixão fechado em razão dos ferimentos que o agricultor sofreu. A expectativa é que o depoimento de Raquel se estenda por várias horas, contribuindo para elucidar os detalhes desse trágico episódio que choca a sociedade gaúcha.