Política Câmara
Morre o ex-deputado e ex-ministro Raul Jungmann
A morte do político ocorreu neste domingo, 18, aos 73 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas.
19/01/2026 10h30 Atualizada há 4 horas
Por: Redação Fonte: Agência Câmara

Morreu no domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, o ex-deputado federal e ex-ministro Raul Jungmann. A morte ocorreu em decorrência de um câncer no pâncreas.

Natural do Recife (PE), Jungmann teve uma trajetória extensa na vida pública e se consolidou como um nome de destaque na política nacional, com atuação em áreas estratégicas como defesa, segurança pública e desenvolvimento agrário.

Três mandatos como deputado federal

Raul Jungmann exerceu três mandatos como deputado federal:

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Durante sua passagem pela Câmara, foi vice-líder do antigo PPS e integrou comissões relevantes, como:

Relator de leis e autor de emenda que facilitou o divórcio

Entre seus principais trabalhos no Congresso, Jungmann foi relator do texto que deu origem à Lei Complementar 136/2010, que ampliou a possibilidade de atuação das Forças Armadas em ações preventivas e repressivas contra crimes típicos de fronteira — incluindo tráfico de drogas e crimes ambientais.

Ele também foi um dos autores da proposta que resultou na Emenda Constitucional 66, que facilitou a dissolução do casamento civil ao suprimir exigências anteriores de separação judicial ou separação de fato antes do divórcio.

Atuação como ministro em diferentes governos

Além da carreira legislativa, Raul Jungmann ocupou ministérios em diferentes períodos:

Nos últimos anos, Jungmann ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Câmara lamenta morte e relembra legado

A morte do ex-ministro gerou manifestações de pesar. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamentou a perda e destacou o perfil institucional de Jungmann.

Em nota publicada nas redes sociais, Motta afirmou que o ex-deputado deixa lições de diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Em dezembro, a própria Câmara havia concedido a Jungmann uma moção de louvor, reconhecendo sua trajetória e serviços prestados ao país.

“Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, afirmou Hugo Motta.