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Janeiro Branco revela lacunas no cuidado de superdotados
Movimento de saúde mental traz à tona a necessidade de abordagens específicas para adultos com alta sensibilidade e superdotação, muitas vezes invi...
13/01/2026 12h15
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O Movimento Janeiro Branco, dedicado à conscientização sobre a saúde mental, tem impulsionado debates sobre como a sociedade lida com questões emocionais na vida adulta. Em paralelo, as exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) reforçam, no Brasil, a necessidade de abordar a saúde integral no ambiente de trabalho, incluindo fatores psicológicos que impactam o desempenho e a segurança.

Apesar dos avanços normativos, um grupo permanece fora das abordagens tradicionais: adultos altamente sensíveis e com características de superdotação que chegam ao diagnóstico tardiamente, após anos de adaptação e sensação de inadequação.

Pesquisas em psicologia indicam que cerca de 15% a 20% da população apresenta o traço conhecido como sensory-processing sensitivity (sensibilidade de processamento sensorial). Caracterizado por profundidade de processamento, empatia elevada e resposta marcante a estímulos, o traço — descrito pela psicóloga Elaine Aron — não é classificado como transtorno, mas como uma diferença neurológica que influencia a regulação emocional.

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Muitos adultos sensíveis ou superdotados passam parte da vida sem reconhecimento adequado, sendo frequentemente rotulados como "intensos demais" ou buscando explicações que afastam a atenção da prática clínica.

Abordagem integrativa para alta sensibilidade

Neste contexto, a formação Profundidade sem Espelho apresenta-se como uma proposta que articula psicologia profunda, biografia humana e neurociência. Criada pela psicóloga e conselheira biográfica Luciana Zanon da Silva, a formação propõe um percurso de quatro meses voltado a adultos que buscam integração emocional e sentido vivencial, indo além do diagnóstico.

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"O sofrimento dessas pessoas não vem da intensidade em si, mas da ausência de espelhamento ao longo da vida. Elas sentiram profundamente, mas precisaram aprender sozinhas a se traduzir. O desafio não é ‘chegar mais alto’, e sim oferecer chão para essa intensidade", afirma Luciana, conectando o tema à urgência de conversas que o Janeiro Branco promove.

A metodologia utiliza rituais de presença e arquétipos como campos de experiência, além de um dispositivo simbólico chamado "espiral de percurso", que auxilia o participante a acompanhar sua integração. A formação combina encontros online quinzenais e um encontro presencial, com o objetivo de promover uma escuta ética, evitando tanto a patologização quanto a espiritualização excessiva da dor.

O tema dialoga com debates emergentes em saúde ocupacional. Enquanto normas como a NR-1 enfatizam a responsabilidade de considerar aspectos de saúde integral, a realidade de pessoas sensíveis mostra que essas dimensões ainda exigem adaptação nas abordagens convencionais de saúde corporativa.

SERVIÇO

Formação Profundidade sem Espelho Público: Adultos altamente sensíveis e superdotados ou profissionais que trabalham com o tema Duração: 4 meses Formato: Encontros online quinzenais e encontro presencial final Condução: Luciana Zanon da Silva, psicóloga Inscrições: Mediante entrevista prévia Informações:@psilucianazanon