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Empréstimo consignado: 2026 pode ter aumento na procura
Robson Carrera, fundador e CEO da Carrera Carneiro, avalia que fatores como reajuste do salário mínimo e percepção de que o empréstimo consignado é...
08/01/2026 16h32
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O salário mínimo nacional terá um reajuste de 6,79% para 2026, passando dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621, segundo a Agência Brasil. Esse aumento influencia diretamente o teto do empréstimo consignado, modalidade de crédito em que as parcelas são descontadas automaticamente do salário, da aposentadoria ou da pensão da pessoa.

Pela regra vigente, o limite do consignado é de 35% da renda mensal: com o salário mínimo chegando a R$ 1.621, o teto da parcela sobe de R$ 531,30 para R$ 567,35. Ou seja, esse é o valor máximo que pode ser comprometido do salário ou da aposentadoria de quem recebe o piso.

"O reajuste funciona como um gatilho positivo para o bolso do beneficiário. Ao aumentar o salário mínimo, aumenta-se também a margem livre para empréstimos em valores reais. Isso permite que trabalhadores e aposentados não apenas peguem novos valores, mas também renegociem dívidas antigas, trocando juros altos por parcelas que continuem cabendo no novo orçamento", explica Robson Carrera, fundador e CEO da Carrera Carneiro, empresa que desenvolveu uma plataforma própria de análise de empréstimo em diversos bancos.

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Na visão de Carrera, 2026 deve trazer um aumento na procura principalmente pelo empréstimo consignado CLT e empréstimo consignado INSS. Um fator que influencia é a tendência de muitas pessoas enxergarem essa opção como a mais acessível do mercado para organizar a vida financeira ou realizar projetos pessoais.

A expectativa, segundo ele, é que os tetos de juros continuem sendo revisados para acompanhar a taxa básica da economia, garantindo que o crédito permaneça barato. O governo tende a manter uma vigilância rigorosa para que as taxas cobradas sejam justas e, principalmente, para impedir abusos e assédio comercial na oferta de crédito aos idosos, pontua Carrera.

Ele lembra que, desde maio, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implantou uma medida de segurança a mais para aposentados e pensionistas que desejam desbloquear a contratação de empréstimo consignado. Os beneficiários devem fazer o reconhecimento facial na plataforma Meu INSS para conseguir crédito.

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"A tecnologia traz duas grandes vantagens: velocidade e proteção. Com o uso cada vez maior da biometria e da integração digital com o governo, o dinheiro cai na conta mais rápido e, o mais importante, torna-se muito mais difícil para golpistas fazerem empréstimos em nome de terceiros, trazendo paz de espírito para o aposentado", comenta o fundador da Carrera Carneiro.

O executivo analisa que, por outro lado, há um cenário maior de cautela e responsabilidade para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), pago pelo governo federal a pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

"Embora o aumento do salário mínimo amplie o poder de compra desse grupo, o rigor maior na concessão do benefício fará com que o mercado seja mais criterioso. O foco será garantir que o crédito ajude na subsistência e não se torne um problema de endividamento futuro para essas famílias vulneráveis", diz Carrera.

O CEO defende que algumas práticas de mercados sejam monitoradas e combatidas para evitar risco de superendividamento não só de quem recebe o BPC, mas também de aposentados. O ponto de atenção principal, segundo Carrera, é o refinanciamento excessivo. 

Nessa prática, a pessoa faz um empréstimo e, pouco tempo depois, o banco ou empresa financeira oferece um refinanciamento (ou “troca de contrato”). Parte da dívida antiga é quitada e o restante é alongado novamente, gerando novo prazo longo, novos juros embutidos e sensação de “alívio imediato”, mas custo total maior.

"O refinanciamento excessivo mantém o aposentado pagando juros para sempre sem nunca quitar a dívida. É fundamental fiscalizar a venda casada de seguros não solicitados e garantir que o beneficiário entenda exatamente quanto vai pagar e por quanto tempo, evitando que o consignado comprometa sua qualidade de vida e alimentação", ressalta Carrera.

Para saber mais, basta acessar o site da Carrera Carneiro: https://www.carreracarneiro.com.br/