Um incêndio desastroso atingiu o colégio Marista, em Santa Maria, transformando um ícone de 120 anos em um cenário de destruição. As chamas iniciaram no quinto andar e rapidamente se espalharam, afetando cerca de 25% da edificação, conforme relatado pela Polícia Civil.
A investigação aponta que o fogo começou no último andar e desceu, atingindo parcialmente o quarto e o terceiro andares. De acordo com o delegado Sandro Meinerz, a antiguidade da estrutura, que possui partes em madeira, contribuiu para a rápida propagação das chamas. "Estimamos que cerca de 50% do quinto e do quarto andares foram severamente danificados", explicou Meinerz.
Embora as imagens do incêndio tenham gerado pânico nas redes sociais, o estrago se revelou menor do que o esperado. O Corpo de Bombeiros atuou de forma rápida, conseguindo controlar o fogo antes que se espalhasse ainda mais. "A ação ágil da equipe foi crucial para conter a situação", ressaltou o delegado.
As causas do incêndio permanecem um mistério, com possibilidades que vão desde um curto-circuito até a relação com trabalhos de pintura em andamento na fachada do prédio. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) irá conduzir uma análise detalhada, mas a conclusão pode levar até 30 dias. Por enquanto, o colégio permanece fechado, e a Defesa Civil avaliará a viabilidade de reformas ou intervenções mais profundas.
Curiosamente, as salas do quinto andar estavam desocupadas no momento do incidente, e não houve feridos. A direção do colégio confirmou que o local estava vazio, uma informação corroborada pelas autoridades de segurança. Enquanto isso, a comunidade se mobiliza para entender o impacto desse evento trágico em uma instituição tão querida.
A história do colégio Marista de Santa Maria, agora marcada por esse sinistro, nos faz refletir sobre a importância da segurança em edificações antigas e a necessidade de medidas preventivas para proteger não apenas a estrutura, mas também todos que a frequentam.