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Residência permanente nos EUA demanda planejamento
Especialista em imigração explica que organização financeira e estrutural deve ser prioridade para brasileiros que desejam se mudar definitivamente...
15/12/2025 18h35
Por: Redação Fonte: Agência Dino

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, mais de 2 milhões de brasileiros já vivem nos Estados Unidos, com Nova York (500 mil), Boston (420 mil) e Miami (400 mil) entre os principais destinos. Para quem obteve o visto permanente, o chamado Green Card, ou aguarda a entrevista consular após a aprovação da petição, o desafio passa a ser o planejamento da vida definitiva no país.

De acordo com o advogado especialista em imigração Murtaz Navsariwala, planejar uma mudança definitiva para os Estados Unidos vai muito além de obter o visto de imigrante ou a aprovação da petição. "É fundamental realizar um planejamento abrangente que inclua a análise de moradia, orçamento inicial, estrutura familiar e acesso a serviços essenciais", explica.

"Por isso, o mais recomendado é que os futuros residentes também se informem sobre questões bancárias, exigências fiscais e adaptação cultural. Uma transição bem planejada contribui significativamente para uma adaptação mais tranquila e segura", acrescenta.

Segundo o advogado, a escolha da cidade ou região ideal pode ser uma das decisões mais importantes para o imigrante. "Além de pessoal, ela deve considerar uma combinação de fatores como qualidade de vida, oportunidades profissionais, custo de vida e estrutura para a família."

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"Clima, sistema educacional, segurança, acesso à saúde e presença de comunidades imigrantes também podem ter pesos diferentes, de acordo com as prioridades de cada pessoa. Como cada estado possui regras, políticas e culturas distintas, uma pesquisa detalhada é fundamental para tomar uma decisão alinhada às necessidades de cada um", completa.

Navsariwala observa que cidades com maior presença de imigrantes podem facilitar a adaptação, mas também apresentam desafios. Embora a adaptação possa ser mais rápida, especialmente pela oferta de serviços em outros idiomas, redes de apoio e familiaridade cultural, essas localidades também costumam ter um custo de vida mais elevado, o que pode representar um desafio.

"Por isso, é importante equilibrar esse aspecto com o orçamento disponível e os objetivos de longo prazo da família ou do indivíduo", afirma.

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Os custos iniciais também merecem atenção especial. "Muitos imigrantes se surpreendem com despesas iniciais que não são tão comuns em seus países de origem, como o valor inicial exigido para aluguéis (que pode chegar a três vezes o valor mensal da locação), a contratação de seguros de carro e residencial, e ainda os custos com saúde", explica.

Nos Estados Unidos, o acesso à saúde pode representar um impacto significativo no orçamento, mesmo para quem possui seguro. Também é importante considerar despesas com documentação, carteira de motorista, matrícula em escolas ou cursos de inglês, entre outros ajustes necessários à nova rotina.

Além da moradia, o planejamento financeiro deve incluir despesas fixas e obrigatórias. "Para quem vai residir nos Estados Unidos de forma permanente, é fundamental considerar despesas fixas como o seguro de saúde, que pode representar uma parte significativa do orçamento. Também é importante incluir impostos federais e estaduais, custos com transporte, alimentação e educação, especialmente em estados onde a qualidade do ensino público pode variar", reforça.

"Para fins fiscais, o residente permanente é geralmente tratado como um residente fiscal nos Estados Unidos, o que implica na obrigação de declarar sua renda global anualmente ao IRS. Além disso, é importante estar atento às obrigações estaduais, manter a documentação fiscal organizada e, quando aplicável, declarar ativos mantidos no exterior", explica.

Dada a complexidade da legislação tributária, o especialista afirma que, em casos com renda ou bens fora dos EUA, o mais recomendado é contratar o suporte de um contador com experiência em tributação internacional.

Ainda segundo Navsariwala, "contar com um profissional desde os primeiros meses pode facilitar muito a adaptação nos Estados Unidos, principalmente para garantir o preparo correto da primeira declaração de imposto de renda".

"Consultar um corretor de imóveis e um corretor de seguros também ajuda a entender as exigências locais de moradia e coberturas obrigatórias. Um advogado de imigração também segue sendo um recurso importante para manter a conformidade legal e orientar futuros processos, como a substituição do Green Card de filhos ao completarem 14 anos ou a solicitação de cidadania", ressalta.

Navsariwala reforça que planejar a vida nos Estados Unidos com antecedência ainda é a melhor forma de garantir estabilidade e tranquilidade. "A residência permanente abre portas, mas também traz novas responsabilidades. Com informação, suporte profissional e organização, esse novo capítulo pode ser iniciado com segurança e confiança", conclui.

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